terça-feira, 3 de março de 2009

Cristo na Lei


A salvação para a qual a Bíblia nos instrui é acessível “através da fé em Cristo Jesus”. Portanto, visto que a Escritura diz respeito à salvação, e a salvação é por intermédio de Cristo, a Escritura está plena de Cristo.

O próprio Jesus compreendia a natureza e a função da Bíblia desta maneira. “As Escrituras”, ele disse, “testificam de mim” (Jo 5:39). Em outra ocasião, caminhando com dois de seus discípulos depois da ressurreição, de Jerusalém a Emaús, ele os repreendeu pela incredulidade e falta de sabedoria, em vista do desconhecimento da Escritura. Lucas nos conta a história:

E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras (Lucas 24:27).

Pouco tempo depois, o Senhor ressuscitado disse a um grupo maior de seguidores:
São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco:importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos (Lucas 24:44).
A afirmação de Cristo era, então, não apenas que a Escritura dava testemunho dele numa forma genérica, mas que em cada uma das três divisões do Antigo Testamento – a Lei, os Profetas e os Salmos (ou “Escrituras”) – havia coisas a respeito dele, e que todas deviam cumprir-se.

A relação fundamental entre o Antigo e o Novo Testamento, de acordo com Cristo, é entre promessa e cumprimento. A primeira palavra pronunciada por Jesus em seu ministério público (no texto grego do Evangelho de Marcos) indica isso. A palavra é “cumprido”:

O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho (Marcos 1:15).

Jesus Cristo estava profundamente convencido de que os longos séculos de espera haviam terminado, e que ele mesmo havia introduzido os dias do cumprimento. Assim podia dizer aos apóstolos:

Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram (Mateus 13:16,17).

À luz dessa alegação devemos em primeiro lugar observar as três divisões do Antigo Testamento, do Novo Testamento e tentar descobrir de que forma nosso Salvador Jesus Cristo é ele mesmo (em termos de promessa e cumprimento) o tema unificador da Escritura.

“Lei” era usado para referir-se ao Pentateuco, os primeiros cinco livros do Antigo Testamento. Podemos achar realmente Cristo neles? Sim, podemos.

Para começar, eles contêm algumas das promessas fundamentais da salvação por intermédio de Jesus Cristo que dão suporte a todo o restante da Bíblia. Deus prometeu, em primeiro lugar, que a semente de Eva feriria a cabeça da serpente; depois, que por meio da posteridade de Abraão abençoaria todas as famílias da terra; e, mais tarde, que “o cetro não se arredará de Judá (...) até que venha (...);e a ele obedecerão os povos” (Gn 3:15; 12:3; 49:10). Assim, foi revelado já no primeiro livro da Bíblia – que o Messias seria humano (descendente de Eva) e judeu (descendente de Abraão e da tribo de Judá) e que esmagaria Satanás, abençoaria o mundo e governaria como rei para sempre.

Outra importante profecia a respeito de Cristo na Lei apresenta-o como o Profeta perfeito. Moisés disse ao povo:

O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás (...) em sua boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar (Deuteronômio 18:15,18).

Não era, porém, apenas por meio de profecias diretas que a Lei apontava para Cristo, mas também por figuras indiretas. Nela o Messias era tanto prenunciado quanto predito. Na verdade, a conduta de Deus com relação a Israel, ao escolhê-los, redimi-los, estabelecer uma aliança com eles, prover a remissão de seus pecados pelo sacrifício e levá-los a herdar a terra de Canaã, tudo isso apresentava em termos limitados e locais o que um dia seria acessível a todos os povos por intermédio de Cristo. Os cristãos hoje podem dizer: Deus nos escolheu em Cristo e fez de nós um povo de sua propriedade particular. Jesus derramou seu sangue como remissão por nossos pecados e para ratificar a nova aliança. Ele nos redimiu não do cativeiro egípcio, mas do cativeiro do pecado. É nosso grande sumo sacerdote que ofereceu a si mesmo na cruz, como sacrifício único e eterno pelos pecados, e todo o sacerdócio e sacrifício são cumpridos juntamente nele.
Além disso, por sua ressurreição, somos nascidos de novo para uma viva esperança, “para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível”, reservada nos céus para nós (1Pe 1:3,4). Essas grandiosas palavras cristãs, que descrevem diversos aspectos de nossa salvação por meio de Jesus Cristo – eleição, remissão, aliança, redenção, sacrifício, herança – começaram todas a ser usadas no Antigo Testamento referindo-se à graça de Deus direcionada a Israel.
Existe ainda uma terceira maneira pela qual a Lei dá testemunho de Cristo. Ela é descrita pelo apóstolo Paulo na Epístola aos Gálatas:

Antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé (Gálatas 3:23,24).

A lei é descrita vividamente pelas palavras gregas utilizadas por Paulo, tais como as que representam o confinamento sob uma guarnição militar (“estávamos sob a tutela”) e um tutor encarregado de disciplinar menores (“serviu de aio”). Tudo isso porque a lei moral condenava o transgressor sem oferecer em si mesma nenhum remédio. Nesse sentido, ela apontava para Cristo. A própria condenação que ela implicava tornava Cristo necessário. Ela nos mantinha em cativeiro a fim de “nos conduzir a Cristo”, o único que poderia nos salvar. Somos condenados pela lei, mas justificados pela fé em Cristo.

O Propósito da Bíblia – John Stott

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Carreiras destruídas por questionarem Darwin


Inquisição, perseguição? Idade Média? Os séculos quinhentista e seicentista estão de volta? Nada disso, estamos falando da perseguição da qual são vítimas os acadêmicos ou cientistas que questionam Darwin. Jerry Bergman experimentou em sua própria vida a discriminação e a interrupção de sua carreira há mais de trinta anos atrás, enquanto docente na Bowling Green University. Essa triste experiência o fez lançar-se na tarefa de documentar a discriminação acadêmica e religiosa que é demonstrada contra estudantes, cientistas e educadores que ousam duvidar de Darwin.

Bergman entrevistou mais de 300 pessoas, na sua tarefa de documentar um dos crimes de ódio em crescimento nos Estados Unidos. Ele também não poupou esforços para entrevistar pessoas dos “dois lados da moeda” e pediu para que cada vítima revisse a descrição do seu caso antes da publicação.

O livro mostra como pessoas bem preparadas, com um currículo de contribuições à ciência, pode ser massacrado pela “onda” evolucionista.

Ao que tudo indica, essa ‘onda’ parece estar em sua força máxima.Será o fim da liberdade acadêmica e religiosa nos meios científicos?

Alguns capítulos do Livro:
Um Contexto para a Discriminação Contra os Cépticos de Darwin
Intolerância Contra os Cépticos de DarwinNegação de Graduações Alcançadas
O Linchamento Público de Roger DeHart
Os Professores Richard Bube e Dean Kenyon
O Caso de Ray Webster
Caroline Crocker: Expulsa Duas vezes
O Caso do Professor de Biologia Dan Scott
Raymond Damadian: Inventor da Ressonancia Mágnética (MRI)
O que pode ser feito?

Slaughter of the Dissidents: The Shocking Truth About Killing the Careers of Darwin Doubters (O Abate dos Dissidentes: A Verdade Chocante Sobre a Destruição das Carreiras de Quem Duvida de Darwin) por Dr. Jerry Bergman
Se você deseja este livro, clique aqui.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mais de 50% dos britânicos acreditam no criacionismo


Uma pesquisa do instituto ComRes, realizada com 2.060 adultos, indica que 51% dos britânicos acreditam que a teoria da evolução não pode explicar a complexidade da vida na Terra, da qual somente um "design inteligente" daria, contra 40% que opinam o contrário. Além disso, um em cada três crê que Deus criou o mundo nos últimos 10 mil anos. A pesquisa foi publicada no jornal Daily Telegraph. A pesquisa retoma no Reino Unido o debate em torno da evolução e do criacionismo, no ano em que o nascimento do naturalista Charles Darwin completa 200 anos.

O biólogo evolucionista e ateu Richard Dawkins disse que essa pesquisa mostra um nível preocupante de ignorância científica entre os britânicos. [Dawkins me faz rir com seu desespero. Mais da metade dos britânicos é ignorante. Só ele e a turminha dele, os autointitulados "brilhantes", é que são inteligentes.]


Segundo uma recente pesquisa entre professores de ciência, um em cada três acredita que o criacionismo deveria ser ensinado nas aulas de biologia [são burros também?], paralelamente com a teoria da evolução.


Michael Reiss, biólogo e clérigo anglicano, foi obrigado a renunciar no ano passado ao seu posto de diretor de educação da Royal Society após apoiar essa ideia [criacionistas é que são preconceituosos?].


(Terra)



Atacar o oponente e ignorar suas ideias é atitude típica do "devoto de Darwin" e sua turma. Ele prefere acusar metade da população de seu país (de primeiro mundo) de ignorante a entender por que, em pleno século 21, tanta gente ainda defende um modelo tão "anticientífico" quanto o criacionismo. Dawkins usou o mesmo argumento rasteiro para criticar o filósofo Anthony Flew pelo fato de ter abandonado o ateísmo. "Como o maior ateu do século 20 pode ter se tornado teísta? Como metade dos meus conterrâneos pode aceitar o criacionismo? Como um terço dos professores de ciências do meu país pode ser tão tolo?" Dawkins deve estar perdendo muitas noites de sono...

[Michelson Borges]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Foi EXPULSO o Director da Royal Society


Uma notícia do ano passado mas importante para entendermos a "ciência moderna"

O Professor Reiss, um ministro Anglicano, foi forçado a deixar a sua posição na Royal Society (Academia de Ciências do Reino Unido), por defender a discussão de questões sobre o design inteligente ou sobre o criacionismo nas aulas de ciência se as crianças as levantarem. Em resposta, alguns membros, incluindo Richard Dawkins, Sir Harry Kroto e Sir Richard Roberts, objectaram e exerceram todo seu peso de autoridade para defenderem a sua demissão. Agora os Darwinistas conseguíram o seu escalpe.


O Lord Robert Winston, professor de ciência e sociedade no Imperial College, em Londres, comentou: "Eu receio que, nesta acção, a Royal Society só se tenha diminuído a si mesma…. Este não é um bom dia para a reputação da ciência ou dos cientistas…. Este indivíduo só estava argumentando que deveríamos considerar e debater os equívocos públicos sobre a ciência - algo que a Royal Society deveria aplaudir".

Parece que eles conseguíram deitar por terra o lema da Royal Society, “Nullius in verba”, que significa que não devemos acreditar em ninguém, mas que temos que usar a ciência para estabelecer a "verdade das matérias cientificas através da experimentação em vez de através do recurso à autoridade".

Mas esses Darwinistas estão ficando cada vez mais nervosos e patéticos!...Depois desse fogo amigo darwinista... esse Prof. Reiss deve-se estar perguntando a si mesmo "Com amigos desses quem precisa de inimigos?".

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Veja o relato dos acontecimentos pela Truth in Science:


a 15 de Setembro:

Dawkins apela à expulsão de Reiss

Vários membros da Royal Society, incluindo Richard Dawkins, já apelaram para que o Prof Michael Reiss fosse demitido do seu posto, relata o Guardian . O Prof Michael Reiss, o Director de Educação da Sociedade, não é um criacionista, mas disse que os professores deviam estar dispostos a discutir o assunto com os alunos que são criacionistas. O Prof Reiss ensinou ele próprio ciência nas escolas secundárias e foi autor de manuais escolares. Ele está, portanto, muito consciente das situações enfrentadas pelos professores nas salas de aula.

O facto daqueles cientistas, tais como Richard Dawkins, Sir Harry Kroto e Sir Richard Roberts, terem reagido com tanta intolerância aos leves comentários do Prof Reiss é mais um exemplo do nível de discriminação que existe nos meios académicos contra quem quer que sequer mencione o conceito de questionar o Darwinismo. Outros exemplos são documentados no filme Expelled que será lançado em DVD no próximo mês.

A Royal Society continua a apoiar o Prof Reiss. "Os pontos de vista de Michael Reiss estão totalmente em sintonia com os da Royal Society", disse um porta-voz ao Guardian.

a 12 de Setembro:

A Royal Society apoia o Prof. M. Reiss

A Royal Society concorda com o seu Director de Educação, o Professor Michael Reiss, que é legítimo discutir criacionismo nas aulas de ciência. O Times de hoje relata :

"Um porta-voz da organização, que conta com 21 detentores de Prémio Nobel entre os seus membros, confirmou ontem que os pontos de vista do Professor Reiss representam os do seu presidente, o Lord Rees de Ludlow, e os da sociedade." No entanto, o Times afirma incorrectamente que isto "coloca o corpo da ciência em rota de colisão com o Governo". Mas na realidade, o Governo permite que os professores discutam o criacionismo e o design inteligente nas escolas se os alunos lhes fizerem perguntas. O Times também alega que os pontos de vista de Michael Reiss coloca-o em desacordo com Charles Darwin. Mas, tanto quanto sabemos, Charles Darwin jamais alegou que sua teoria deveria ser a única teoria das origens a ser ensinada nas aulas de ciência.


a 11 de Setembro:

O Diretor de Educação da Royal Society defende que se discuta o DIO Diretor de Educação da Royal Society, o Professor Michael Reiss, publicou hoje um artigo no Guardian Science Blog apelando para a discussão do design inteligente nas aulas de ciências. Ele argumentou que a educação científica pode ser melhorada se os professores estivessem dispostos a discutir alternativas ao Darwinismo. Seus leves comentários, que ele também repetiu no British Association Festival of Science, "provocaram a fúria de algumas partes da comunidade científica", de acordo com uma notícia do Guardian sobre o assunto. O Daily Telegraph contactou o Departamento para as Crianças, Escolas e Famílias, para se manifestar sobre o sucedido. O porta-voz do governo "disse que os professores de ciência devem responder a perguntas sobre criacionismo se os alunos lhes perguntarem sobre".

Há também um relato do inicio dos acontecimentos em portugues pelo O Estado de S.Paulo
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Royal Society fortemente cristicada pela imprensa

A Royal Society (Academia de Ciências do Reino Unido) tem sido alvo de uma vaga de críticas na imprensa, desde que o seu Director da Educação foi forçado a demitir-se devido a questões ligadas ao criacionismo. Por todo o espectro político as publicações estão unidas na defesa do Professor Michael Reiss, que sucumbiu a uma campanha dos Membros daquela Sociedade para que ele fosse afastado:

E o Instituto de Biologia de Londres lamenta o sucedido e elogia o trabalho de Reiss:

O Instituto de Biologia lamenta a partida do professor Michael Reiss da posição de Director de Educação na Royal Society. Ele fez, e continuará a fazer, sem dúvida, um excelente contributo para a educação científica e para a Biologia.

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Sociólogo fala sobre a recente EXPULSÃO na Inglaterra


Casey Luskin do CSC, entrevista o Dr. Steve Fuller, um professor de sociologia na Universidade de Warwick, no Reino Unido.

O Dr. Fuller diz o que pensa sobre a recente demissão forçada do ex-Director da Educação na Royal Society, Michael Reiss. Reiss é um sacerdote anglicano, tem um doutorado em biologia, é actualmente professor de educação científica no Instituto de Educação da Universidade de Londres, e é amplamente reconhecido e respeitado como especialista em ciências da educação. Reiss perdeu a posição que tinha como Director da Educação, devido à controvérsia pelo facto de ter manifestado recentemente as suas opiniões sobre o criacionismo nas salas de aulas. Ouça como o Dr. Fuller se mostra convicto de que Reiss foi forçado a demitir-se simplesmente porque ele se recusou a dizer que o criacionismo é falso.

Ouça AQUI a entrevista (Sorry, em inglês).

Anthony Flew, o maior ateu do século passado, convertido

Muito antes de Daniel Dennett ou Richard Dawkins ou Cristopher Hitchens, quem buscava um ateu com argumentos encontrava Anthony Flew. O filósofo inglês, hoje 84 anos, foi popular no circuito universitário dos anos 1970 – ’se Deus é invisível, intangível e incompreensível para mortais’, ele dizia, ‘então ninguém pode provar que ele existe.’


Mas foi-se o tempo.

Flew jamais foi um ateu dogmático. Filho de pastor anglicano, seu interesse maior foi sempre o desafio intelectual, os argumentos, o provar ou o desprovar. E jamais foi avesso a mudanças de idéias.


Flew abandonou o ateísmo, em 2004 admitiu reconhecer evidências em favor da existência de Deus. Flew afirma que certas considerações filosóficas e científicas o levaram a repensar seu trabalho de apoio ao ateísmo de toda uma vida, para se tornar favorável a um tipo de deísmo, similar ao defendido por Thomas Jefferson:

"Por um lado a razão, principalmente na forma de argumentos pró-design nos assegura que há um Deus, por outro, não há espaço seja para alguma revelação sobrenatural, seja para alguma transacção entre tal Deus e seres humanos individuais".FONTE: Biola University, [My Pilgrimage from Atheism to Theism An Exclusive Interview with Former British Atheist Professor Antony Flew, Gary R. Habermas, Biola, December 9, 2004. pp 6]


Em 2007, Flew lançou um livro intitulado "There's a God" (Existe um Deus) aonde, apesar da sua visão particular de Deus, chega mesmo a exaltar o Cristianismo:

"Na verdade, eu acho que o cristianismo é a religião que mais claramente merece ser honrada e respeitada, quer seja verdade ou não sua afirmação de que é uma revelação divina. Não há nada como a combinação da figura carismática de Jesus com o intelectual de primeira classe que foi São Paulo. Praticamente todo o argumento sobre o conteúdo da religião foi produzido por São Paulo, que tinha um raciocínio filosófico brilhante e era capaz de falar e escrever em todas as línguas relevantes"(Antony Flew, There is a God, p. 185, 186)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Como posso ter certeza de que a Bíblia está falando a verdade?


Centenas de livros já foram escritos sobre as evidências da inspiração divina da Bíblia. Estas evidências são muitas e variadas. Infelizmente, esses livros não são tão lidos atualmente o quanto seria desejável. Na verdade, a maioria das pessoas que questionam a veracidade da Bíblia nunca a leram! Estas pessoas tendem a aceitar a crença popular de que a Bíblia está cheia de erros e que não é mais importante em nosso mundo moderno.

Entretanto, os escritores da Bíblia afirmam repetidas vezes que eles estavam transmitindo a própria Palavra de Deus: infalível e tendo autoridade em si própria no mais alto grau possível. Este é uma afirmação muito forte para um escritor e se os cerca de quarenta homens que escreveram as Escrituras estavam errados em fazê-la, então eles estavam ou mentindo, ou eram loucos, ou as duas coisas.

Mas, por outro lado, se o maior e mais influente livro de todas as épocas - um livro que contém a mais bela literatura e o mais perfeito código moral já imaginado - foi escrito por um bando de fanáticos, então há alguma esperança de encontrar sentido e próposito neste mundo?

Se alguém investigar seriamente as evidências bíblicas, esta pessoa irá descobrir que a afirmação de ser divinamente inspirada (declarada cerca de 3000 vezes na Bíblia de diversas formas) é amplamente justificada.

Profecias cumpridas

Uma das mais incríveis evidências para a inspiração divina da Bíblia são as profecias que se cumpriram. Centenas de profecias feitas na Bíblia vieram a se cumprir até o último detalhe. E a maioria delas foi cumprida quando o seu escritor já havia morrido.

Por exemplo: Em cerca de 538 AC (Daniel 9:24-27), Daniel, o profeta, predisse que Jesus viria como o Salvador e Príncipe prometido para Israel exatamente 483 anos depois que o imperador persa desse aos judeus permissão para reconstruir a cidade de Jerusalém que estava em ruínas nesta época. Essa profecia foi clara e definitivamente cumprida no tempo exato.

A Bíblia também contém uma grande quantidade de profecias tratanto de nações e cidades específicas ao longo da história, todas as quais foram literalmente cumpridas. Mais de 300 profecias foram cumpridas pelo próprio Jesus Cristo durante a sua primeira vinda. Outras profecias lidam a difusão do Cristianismo pelo mundo, falsas religiões e muitos outros assuntos.

Não há outro livro, antigo ou moderno, como a Bíblia. As profecias vagas e geralmente errôneas, feitas por pessoas como Jeanne Dixon, Nostradamus, Edgar Cayce e outros como eles, não podem, nem de longe, serem colocadas na mesma categoria das profecias bíblicas. Nem outros livros religiosos como o Alcorão, os escritos de Confúcio e literatura religiosa similar. Somente a Bíblia manifesta esta evidência profética e ela a faz em uma escala tão gigantesca que torna absurda qualquer outra explicação que não a sua inspiração divina.

Uma acurácia histórica única

A acurácia histórica das Escrituras é também uma classe de evidências por si só, infinitamente superior aos registros escritos deixados pelo Egisto, Assíria e outras nações antigas. As confirmações arqueológicas do registro bíblico são quase inumeráveis. O Dr. Nelson Glueck, a maior autoridade em arqueologia israelita, disse:

“Nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse qualquer referência bíblica. Dezenas de achados arqueológicos foram feitos que confirmam em exato detalhe as declarações históricas feitas pela Bíblia. E, da mesma maneira, uma avaliação própria de descrições bíblicas tem geralmente levado a fascinantes descobertas no campo da arqueologia moderna.”

Acurácia científica

Uma outra espantosa evidência da inspiração divina da Bíblia é o fato de que muitos princípios da ciência moderna foram registrados como fatos da natureza na Bíblia muito antes que qualquer cientista os confirmasse experimentalmente. Uma amostra destes fatos inclui:

A redondeza da terra(Isaías 40:22)
A quase infinita extensão do universo (Isaías 55:9)
A lei da conservação de massa e energia (II Pedro 3:7)
O cíclo hidrológico (Eclesiastes 1:7)
O vasto número de estrelas (Jeremias 33:22)
A lei do aumento da entropia (Salmo 102:25-27)
A suma importância do sangue para a vida (Levítico 17:11)
A circulação atmosférica Eclesiastes 1:6)
A campo gravitacional (Jó 26:7)
e muitos outros

Estes fatos obviamente não são declarados no jargão da ciência moderna, mas em termos da experiência básica no homem no dia-a-dia. Ainda assim, eles estão completamente de acordo com o fatos modernos da ciência.

É significativo também que nenhum erro jamais foi demonstrado na Bíblia, seja em ciência, história ou qualquer outro assunto. Muitos erros foram de fato declarados, mas eruditos bíblicos conservadores sempre foram capazes de encontrar soluções para esses problemas.

Estrutura única

A incrível estrutura da Bíblia deve ser colocada em perspectiva também. Embora ela seja uma coleção de 66 livros, escritos por cerca de quarenta homens ao longo de um período de cerca de 2000 anos, a Bíblia ainda assim é um só Livro, em perfeita unidade e consistência.

Os escritores individuais, na época em que escreviam, não tinha idéia de que, eventualmente, seus escritos seria incorporados em um só livro. Entretanto, cada um desses escritos individuais preenche perfeitamente o seu lugar e serve a um único propósito. Qualquer pessoa que estude diligentemente a Bíblia irá encontrar padrões estruturais e matemáticos cuidadosamente bordados em seu tecido com uma intrincácia e simetria que não são passíveis de explicação através do acaso ou coincidência.

E o tema que a Bíblia desenvolve consistente e grandiosamente de Genêsis ao Apocalipse é o majestoso trabalho de Deus na criação do universo e a redenção de todas as coisas através de seu único filho, o Senhor Jesus Cristo.

O efeito único da Bíblia

A Bíblia tanbém é única em seu efeito sobre homens em individual e sobre a história das nações. Ela é o livro mais vendido de todas as épocas, tocando corações e mentes, amada por pelo menos uma pessoa em qualquer raça, nação ou tribo para a qual foi levada. Ricos ou pobres, educados ou simples, reis ou plebeus, homens de qualquer origem ou modo de vida já forma atingidos por esse livro. Nenhum outro livro jamais teve tal apelo universal ou produziu efeitos tão duradouros.

Uma evidência final de que a Bíblia é verdadeira é o testemunho dos que acreditaram nela. Multidões de pessoas, no passado e no presente, descobriram por experiência própria que suas promessas são verdadeiras, seu conselho é confiável, seus comandos e restrições são sábios e que sua maravilhosa mensagem de salvação vai ao encontro de qualquer necessidade para todo o tempo e eternidade.


Autores: Henry Morris e Martin Clark, adaptado do livro dos mesmos A Bíblia tem a resposta, publicado por Master Books, 1987. Texto suprido para a Eden Communications com a permissão de Master Books.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Hitler era Cristão?

Com vergonha do legado assassino dos regimes comunistas ateus do Século XX, os líderes ateístas buscam empatar o placar com os crentes ao retratar Adolf Hitler e seu regime nazista como sendo teístas, mais especificamente Cristãos. Os websitesMein Kampf: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”. Os escritor ateu Sam Harris escreve que “o Holocausto marcou o auge de … 200 anos dos Cristãos fulminando os Judeus”, ateístas rotineiramente alegam que Hitler era Cristão porque nasceu Católico, nunca renunciou ao seu Catolicismo e escreveu em portanto, “sabendo disso ou não, os nazistas eram agentes da religião”.

Quão persuasivas são essas alegações? Hitler nasceu Católico assim como Stálin nasceu na tradição da Igreja Ortodoxa Russa e Mao Tsé Tung foi criado como Budista. Esses fatos não provam nada, pois muitas pessoas rejeitam sua criação religiosa, como esses três fizeram. O historiador Allan Bullock escreve que desde cedo, Hitler “não tinha tempo algum para os ensinos do Catolicismo, considerando-o como religião adequada somente para os escravos e detestando sua ética”.

Então como nós explicamos a alegação de Hitler de que ao conduzir seu programa anti-semítico estava sendo um instrumento da providência divina? Durante sua ascensão ao poder, ele precisava do apoio do povo alemão – tanto os Católicos da Bavária quanto dos Luteranos da Prússia – e para se assegurar disso ele utilizava retórica do tipo “Estou fazendo o trabalho do Senhor”. Alegar que essa retórica faz de Hitler um Cristão é confundir oportunismo político com convicção pessoal. O próprio Hitler diz em Mein Kampf que seus pronunciamentos públicos deviam ser entendidos como propaganda, sem relação com a verdade, mas planejados para influenciar as massas.

A idéia de um Cristo ariano que usa a espada para purgar os Judeus da Terra – o que os historiadores chamam de “Cristianismo Ariano” – era obviamente um afastamento radical do entendimento Cristão tradicional e foi condenado pelo Papa Pio XI no tempo. Além do mais, o anti-semitismo de Hitler não era religioso, era racial. Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. Essa era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular.

Hitler’s Table Talk [“Conversas informais de Hitler”, um livro] uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história, e disse sobre os alemães: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”. Ele prometeu que “por intermédio dos camponeses seremos capazes de destruir o Cristianismo”. Na verdade, ele culpava os Judeus pela invenção do Cristianismo e também condenou o Cristianismo por sua oposição à evolução.

Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha.

Em sua História em vários volumes do Terceiro Reich, o historiador Richard Evans escreve que “os nazistas consideravam as igrejas como sendo os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos princípios nos quais eles acreditavam”. Quando Hitler e os nazistas chegaram ao poder lançaram uma iniciativa cruel para subjugar e enfraquecer as Igrejas Cristãs na Alemanha. Evans aponta que após 1937, as políticas do governo de Hitler se tornaram progressivamente anti-religiosas.

Os nazistas pararam de celebrar o Natal, e a Juventude de Hitler recitou uma oração agradecendo ao Fuhrer, ao invés de Deus, por suas bênçãos. Aos clérigos considerados como “problemáticos” era ordenado que não pregassem, centenas deles foram aprisionados e muitos foram simplesmente assassinados. As Igrejas estavam constantemente sob a vigilância da Gestapo. Os nazistas fecharam escolas religiosas, forçaram organizações Cristãs a se dissolverem, dispensaram servidores civis praticantes do Cristianismo, confiscaram propriedade da igreja e censuraram jornais religiosos. O pobre Sam Harris não é capaz de explicar como uma ideologia que Hitler e seus associados entendiam como uma renúncia ao Cristianismo pode ser apresentada como o “auge” do Cristianismo.

Se o nazismo representava o auge de algo, era o auge do Darwinismo social do final do Século XIX e início do XX. Como documentado pelo historiador Richard Weikart, tanto Hitler quanto Himmler eram admiradores de Darwin e freqüentemente falavam do papel deles como promulgadores de uma “lei da natureza” que garantiria a “eliminação dos ineptos”. Weikart argumenta que o próprio Hitler “construiu sua própria filosofia racista baseado em grande parte nas idéias do Darwinismo social” e conclui que embora o Darwinismo não seja uma explicação intelectual “suficiente” para o nazismo, é uma condição “necessária”. Sem o Darwinismo, talvez não houvesse nazismo.

Os nazistas também se inspiraram no filósofo Friedrich Nietzsche, adaptando a filosofia ateísta dele aos seus propósitos desumanos. A visão de Nietzsche do ubermensch [super-homem] e sua elevação a uma nova ética “além do bem e do mal” foram adotadas de forma ávida pelos propagandistas nazistas. A “sede pelo poder” de Nietzsche quase se tornou um slogan de recrutamento nazista. Em nenhum momento estou sugerindo que Darwin ou Nietzsche teriam aprovado as idéias de Hitler, mas este e seus comparsas aprovavam as idéias daqueles. Sam Harris simplesmente ignora as evidências das afinidades nazistas por Darwin, Nietzsche e o ateísmo. Então que sentido tem sua alegação de que os líderes nazistas eram “sabendo disso ou não” agentes da religião? Evidentemente, nenhum sentido.

Então, à montanha de corpos que os regimes misoteístas [que odeiam Deus] de Stálin, Mao, Pol Pot e outros produziram, nós devemos adicionar os mortos do regime nazista, também misoteísta. Assim como os comunistas, os nazistas deliberadamente atacaram os crentes, pois eles queriam criar um novo homem e uma nova utopia livre das amarras da religião e moralidade tradicional. Em um artigo anterior eu perguntei qual é a contribuição do ateísmo para a civilização. Uma resposta àquela questão: genocídio.

Por: Dinesh d’Souza
Traduzido e adaptado por: Maxiliano Mendes
O artigo original pode ser acessado aqui

http://townhall.com/columnists/DineshDSouza/2007/11/05/was_hitler_a_christian

A Ciência é onipotente?



Sempre ele, William L. Craig dando aula para o ateu Dr. Peter Atkins ao ser desafiado a provar que a ciência não é onipotente

Por Maximiliano Mendes

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Caminho das Índias é marketing religioso e mostra uma realidade maqueada da Índia

Marketing religioso
No dia 19 deste mês, estréia a novela “Caminho das Índias”, da Globo. A julgar pela foto acima, em que duas atrizes do elenco oferecem velas ao deus Ganesh, num templo hindu (e elas não estão encenando), o folhetim terá mais do que os triângulos amorosos e traições de sempre. Prova disso é esta nota publicada no blog oficial da novela, em postagem do dia 13:


“No último domingo, uma atividade diferente chamava a atenção de quem aproveitava o dia ensolarado para passear pelo Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Das 9h até às 18h, um grupo de professores da Hatha Yoga dava aulas ao ar livre para os cariocas, que não perderam tempo e aproveitaram para movimentar o corpo.


“As aulas foram parte da divulgação de Caminho das Índias, que estréia na próxima segunda-feira, dia 19. A história se passa na Índia, local onde se concentram os maiores mestres de yoga do mundo!


“Mas as aulas não aconteceram só no Rio. Em São Paulo, um espaço foi montado no Parque do Ibirapuera especialmente para as aulas, que também começaram de manhã e foram até o fim da tarde. Ao todo, foram quatro aulas, com uma hora de duração cada uma.“


Se você gostou, fique de olho em Caminho das Índias, pois você vai ver essa e muitas outras práticas características da Índia, na TV.”


Em tempo: é bom lembrar que as novelas da Globo não fazem todo esse marketing positivo quando se trata de um personagem evangélico.



A Índia que a Globo não mostra...
A emissora mostrou algumas vezes cenas com seus atores em um rio, o Rio Ganges, onde curiosamente flores boiavam (só que o rio, na verdade, é um depósito de cadáveres a céu aberto).Outras cenas mostraram os lindos lugares da Índia, o Taj Mahal, algumas fortificações, mercados públicos, uma terra bela, sem dúvida, com uma população de extremo valor e muito alegre, porém, como sempre, a realidade é maquiada pela Rede Globo.


Ainda está cedo para falar, não sabemos o desenrolar (e sinceramente não me interesso em saber) da história, mas mais uma vez a verdade, o mundo real é temperado de ilusão pela emissora que mostra uma fantasia.Alguns dados sobre a Índia real:


A Índia é o segundo país mais populoso do mundo, com mais de um bilhão de habitantes, e apesar de ser a décima segunda maior economia do planeta e a quarta maior em poder de compra e as reformas econômicas que a transformaram na segunda grande economia de mais rápido crescimento, ainda possui 25 % da população vivendo abaixo da linha da pobreza; possui mais famílias pobres do que África, Ásia e América Central juntas.


A miséria, a falta de saneamento, serviços básicos como saúde e educação tornam a Índia um dos lugares onde se pode contrastar mais claramente a miséria e a riqueza juntas, dividindo o mesmo espaço.


A riqueza e luxo de cidades como Mumbai exibem um contraste enorme entre seus edifícios suntuosos e uma periferia onde vivem milhares de pessoas sobre o encanamento que alimenta a cidade; ali crianças crescem em meio à miséria, lixo e doenças.


Mas quero salientar que a Índia não é só pobreza, miséria e dor; é um lugar belo, de um povo feliz e que, assim como todos nós, tem seu valor.


Essa Índia a Rede Globo não mostra.Quero compartilhar com você algumas imagens da Índia real que não é apresentada na novela, de pessoas que sofrem, de gente que vive na miséria. Se desejar, pode vê-las nesta galeria de fotos pública.


Por Michelson Borges

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ateu acredita que África precisa de Deus

Antes do Natal, voltei, depois de 45 anos, para o país que na infância conhecia como Nyasaland. Hoje é Malawi, e o Times Christmas Appeal abrange uma pequena instituição de caridade que ali trabalha. A Pump Aid auxilia as comunidades rurais a instalar uma bomba simples, ajudando as pessoas a manterem poços de suas aldeias fechados e limpos. Eu fui conferir esse trabalho. Ele me inspirou, restaurou a minha fé em obras de caridade em desenvolvimento. Mas viajar pelo Malawi também renovou outra crença: aquela que tenho tentado repelir durante minha vida toda, mas não consigo evitar desde a minha infância africana. Isso confunde minhas convicções ideológicas, teimosamente se recusa a enquadrar-se em minha visão do mundo, e constrange minha fé crescente de que Deus não existe.
Agora, um ateu convicto, convenci-me da enorme contribuição dos evangelistas cristãos na África: notavelmente diferente do trabalho de ONGs, projetos governamentais e esforços humanitários internacionais. Apenas isso não é suficiente. Educação e treinamento também não são suficientes. Na África, o Cristianismo muda o coração das pessoas. Isso traz transformação espiritual. O renascimento é real. A mudança é boa.
Eu costumava evitar essa verdade ao aplaudir, como pudia, o trabalho prático das igrejas missionárias da África. É uma pena, eu diria, que a salvação é seja parte do pacote, mas cristãos negros e brancos, trabalhando na África, realmente curam os doentes, ensinam as pessoas a ler e escrever; e apenas o mais severo tipo de secularista podia ver um hospital ou escola missionária e dizer que o mundo seria melhor sem eles. Eu concordaria se a fé fosse necessária para motivar missionários a ajudar, mas o que conta é a ajuda, não a fé.
Mas isso não se ajusta aos fatos. Fé faz mais do que apoiar o missionário, é também transferida para seu rebanho. Esse é o efeito que importa e não é possível deixar de notar.
Em primeiro lugar, a observação. Tínhamos amigos que eram missionários, e como uma criança muitas vezes eu ficava muito tempo com eles. Também fiquei, sozinho com meu irmão mais novo, em uma tradicional aldeia rural Africana. Na cidade tínhamos africanos que trabalhavam para nós que foram convertidos e eram crentes fervorosos. Os cristãos eram sempre diferentes. Ao invés de assustar ou confinar seus conversos, sua fé parecia tê-los libertado e aliviado. Havia alegria, curiosidade, um comprometimento com o mundo – uma integridade em seu cuidado com os outros – que parecia estar faltando na tradicional vida africana.
Aos 24, viajando por terra por todo o continente, isso reforçou minha impressão. A partir de Argel ao Níger, Nigéria, Camarões e da República Centro-Africana, depois cortamos o Congo para Ruanda, Tanzânia e Quênia, quatro amigos de escola e eu dirigíamos nosso velho Land Rover para Nairóbi.
Dormíamos sob as estrelas, por isso era importante que ao chegarmos às mais populosas e anárquicas partes do sub-Sahara sempre encontrássemos algum lugar seguro até o anoitecer. Muitas vezes, perto de um campo missionário.
Sempre que entrávamos em um território de trabalho missionário, tínhamos que reconhecer que algo havia mudado nos rostos das pessoas com quem tínhamos contato: algo em seus olhos, a forma como se aproximavam de nós, cara a cara, sem olhar para baixo ou para longe. Eles não eram mais respeitosos com os estrangeiros, em alguns casos menos, porém mais abertos.
No Malawi foi igual. Não conheci nenhum missionário. Você não encontra missionários no saguão de hotéis caros discutindo documentos de estratégias de desenvolvimento, como ocorre com as grandes ONGs. Ao invés disso, notei que grande parte dos mais distintos membros africanos da equipe do Pump Aid (em grande parte do Zimbábue) eram, particularmente, cristãos fervorosos. "Particularmente", porque a instituição é inteiramente secular e nunca ouvi qualquer um de sua equipe mencionar a religião enquanto trabalha nas aldeias. Mas notei referências cristãs em nossas conversas. Vi que um deles estava lendo um livro devocional no carro. Outro, no domingo, saiu ao alvorecer para assistir a um culto de duas horas na igreja.
Seria difícil acreditar que a honestidade, diligência e otimismo em seu trabalho eram desligadas da fé pessoal. O trabalho era secular, mas seguramente fora afetado por aquilo que eles eram. Influenciados por uma concepção que o cristianismo tem ensinado do papel do homem no Universo.
Existe há muito tempo uma moda entre os sociólogos acadêmicos ocidentais de adequar sistemas de valor tribais dentro de uma esfera, além de críticas fundamentadas por nossa própria cultura: "deles" e, portanto, melhor para "eles"; autêntica e intrinsecamente iguais aos nossos.
Não acredito nisso. Noto que crenças tribais não são mais pacíficas que as nossas, e que suprimem a individualidade. As pessoas pensam coletivamente, em primeiro lugar em termos de comunidade, até família e tribo. Essa mentalidade rural-tradicional alimenta o conceito de “chefão” e políticas criminosas da cidade africana: o exagerado respeito pelo líder orgulhoso, e a incapacidade (literal) de compreender a idéia de oposição honesta.
Ansiedade - medo dos espíritos maus, dos antepassados, da natureza e do selvagem, de uma hierarquia tribal, de coisas corriqueiras –, agressões profundas em toda a estrutura do pensamento rural africano. Todo homem tem seu lugar e, chame-o de medo ou respeito, um grande peso esmaga o espírito de cada um, curiosidade suprimida. As pessoas não vão tomar a iniciativa, não vão tomar o controle ou carregar esse fardo sozinhas.
Como eu, alguém em cima do muro, poderia explicar? Quando o turista filosófico se move de uma visão de mundo para outra, ele encontra - no momento da passagem para o novo - que ele perdeu a linguagem para descrever a paisagem para o velho. Por exemplo: a resposta dada por Sir Edmund Hillary para a pergunta: Por que subir a montanha? "Porque ela está ali", disse ele.
Para a mentalidade rural africana, esta é uma explicação para não escalar a montanha: “Bem, está ali. Por que interferir?”
Não há nada a ser feito sobre ela, ou com ela. A explicação de Hillary (de que ninguém tinha escalado antes) seria como uma segunda razão para a passividade.
Cristianismo, a pós-Reforma e pós-Lutero, com o seu ensino de forma direta, uma ligação pessoal bilateral entre o indivíduo e Deus, sem intermédio coletivo, e insubordinado a qualquer outro ser humano, choca-se diretamente com o padrão filosófico-espiritual que acabei de descrever. Ele oferece algo para se apegar para aqueles ansiosos para libertar-se do esmagador pensamento tribal. É a razão e a forma pela qual o cristianismo liberta.
Aqueles que querem que a África se erga em meio à concorrência global do século 21 não devem se enganar que ao prover os meios materiais ou mesmo as técnicas que acompanham o que chamamos de desenvolvimento irá fazer alguma diferença. É necessário que todo o sistema de crenças seja suplantado.
E temo que tem que ser suplantado por outra crença. Removendo os missionários cristãos da equação africana pode-se levar o continente à mercê de uma fusão maligna de uma Nike, o médico mal, o celular e o facão. (Matthew Parris, Timesonline) Tradução: Thiago Juliani

sábado, 24 de janeiro de 2009

Projeto Paul Washer

Sem querer idolatrar, mas para que reflitam a respeito destas pregações. Sugiro principalmente a você que já se considera cristão.


Projeto Paul Washer


Jesus Cristo é tudo

Amando a Deus de todo o ENTENDIMENTO



No mundo evangélico hoje predomina uma nociva e demoníaca cultura anti-intelectual. A teologia é menosprezada e vista como um conhecimento inútil que só serve para atrapalhar. Frases como “Deus capacita os mais fracos” norteiam esse pensamento que é, em parte, fruto de uma visão errada do conceito bíblico de fé, e também fruto de uma confusão nas palavras de Jesus quando falou que devíamos ser como crianças, o que ele estava dizendo era que devíamos ter a fé de uma criança, mas não a mente de uma criança! C.S.Lewis disse “Deus quer que tenhamos um coração de criança, mas uma mente de adulto”. E as pessoas crêem na falácia de que qualquer ação intelectual do homem é falta de fé na ação do Deus do “impossível” e ao invés de raciocinar devemos nos ater a orar e jejuar. Ao contrário do que pensam muitos dos crentes, esse pensamento é herético e destruidor dos fundamentos da nossa fé, arrisco dizer que muito do estado caótico em que a Igreja se encontra, se deve ao fato de sermos uma geração de cristãos ignorantes e anti-intelectuais. O maior mandamento deixado por Jesus foi “amar a Deus de todo coração, alma e entendimento” (Mt 22.37), mas infelizmente a última parte do mandamento é negligenciada. A palavra “entendimento”, no original em grego é διάνοια (dianoia), que significa “pensamento profundo”, portanto devemos amar a Deus em todas as esferas da nossa vida, emocional, espiritual e também intelectual.

Como amamos a Deus com nossa razão? Acima de tudo, o crente tem que conhecer as bases de sua própria fé investindo no profundo conhecimento bíblico e teológico, Martinho Lutero dizia que a teologia nada mais é que a gramática da língua do Espírito Santo, é exatamente isso que a teologia é. E desafio alguém a investigar a história do Cristianismo e encontrar algum grande homem de Deus da história que não tenha sido também um profundo conhecedor das Escrituras. Em segundo lugar, o crente tem que conhecer filosofia, especialmente filosofia da religião, e apologética (defesa racional da fé) ambas essenciais tanto para o fortalecimento da própria fé quando para prover respostas racionais aos céticos como a Bíblia ordena em 1Pedro 3.15. Basta um estudo superficial da Bíblia e da história da Igreja e vemos o quão importante a teologia, a filosofia, e a apologética foram para a fé cristã. A começar pelo próprio Deus que em Isaias 1.18 incentiva o povo a raciocinar. Cristo que era mestre na retórica e se salvava como ninguém das arapucas lógicas dos fariseus, saduceus e herodianos como vemos no capitulo 12 de Marcos. O apóstolo Paulo que foi educado por Gamaliel, o maior sábio da época, citou poetas e filósofos pagãos em seus escritos (At 17.28, 1Co15.33, Tt 1.12), argumentava com os gentios como visto em Atos 17, persuadia - usando a argumentação intelectual - as pessoas a crerem em Cristo (At 17.4, At 28.23) e se dizia responsável pela defesa e confirmação do evangelho (Fp 1.7,16). (Se quisermos ser como Paulo porque não seguir o exemplo dele?). Apolo que convencia publicamente os judeus que o Cristo é Jesus (At 18.28). Tito ordena que os ministros tenham poder para convencer os que o contradizem (Tt 1.9) e Judas nos exorta a batalhar pela fé (Jd 3). Um passo além da geração do Novo Testamento, encontramos os pais da Igreja primitiva e seus tratados, apologéticas e cartas de uma inteligência brilhante, homens que foram fundamentais na autoconfiança e vigor da Igreja Cristã, pois esses homens mostraram que a comunidade cristã era tão intelectual e culturalmente rica quanto a cultura pagã que a circundava. Pulando alguns séculos até os grandes avivamentos do século XVIII, encontramos os grandes avivalistas John Wesley que dizia que o ministro deveria estudar “lógica, metafísica, teologia natural e geometria” habilidades negligenciadas pelos ministros evangélicos de hoje, e Jonathan Edwards teólogo e presidente da Universidade de Princeton. E mais recentemente, Billy Graham, o maior evangelista do século XX, disse que se pudesse recomeçar tudo de novo estudaria três vezes mais e tiraria seu Ph.D em antropologia! Ufa! Diante de tantas evidências em favor do uso da razão na fé cristã, como alguém pode argumentar contra?

Desde o inicio do século passado, com o avanço da ciência e os ataques intelectuais a religião, os cristãos preferiram se calar ao invés de contra-argumentar intelectualmente. E por isso a fé cristã acabou intelectualmente marginalizada, ao contrário do que fora outrora. Hoje a Igreja é mais guiada por sentimentalismo do que por convicções. Se quisermos uma Igreja forte e atuante devemos recuperar o espírito intelectual da Igreja, pensar de forma critica e aprender a aplicar a cosmovisão cristã a todas as áreas do conhecimento humano. Se quisermos transformar o mundo de forma eficaz devemos começar pela renovação de nossas mentes (Rm 12.2). Uma das desafiadoras tarefas dos pensadores cristãos é ajudar a mudar a tendência intelectual contemporânea de tal modo a favorecer um ambiente sociocultural onde a fé cristã possa ser considerada uma opção intelectualmente aceitável por homens e mulheres esclarecidos¹. Mas isso é fruto de muito estudo e esforço intelectual. Deus detesta preguiçosos, e os intelectualmente preguiçosos não fogem à regra. Nós somos responsáveis diretos pelo futuro da Igreja, se nós não nos dedicarmos com afinco ao estudo aprofundado da Palavra, se não zelarmos pela correta compreensão das Escrituras, se não fortalecermos os alicerces da Igreja disseminando as idéias cristãs, o mundo será levado por idéias anticristãs e a Igreja Evangélica não vai suportar por muito tempo os ataques do pós-modernismo e das filosofias seculares, pois as pessoas são movidas por idéias. Idéias cristãs deixarão o solo fértil para a mensagem do Evangelho, idéias ateístas tornarão a penetração do Evangelho praticamente impossível. Portanto Despertai, Bereanos!

http://despertaibereanos.blogspot.com/2007/10/amando-deus-de-todo-o-entendimento.html
Vitor Pereira
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