quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Documentário "Em Defesa de Cristo"

Capturar

Os evangelhos bíblicos são documentos confiáveis? Cristo realmente existiu? Há alguma razão para se crer que a ressurreição de Jesus foi um evento histórico verdadeiro? Neste documentário, Lee Strobel apresenta uma pesquisa detalhada sobre as evidências históricas da existência de Jesus, seu ministério, morte e ressurreição. Este vídeo, baseado no livro "Em Defesa de Cristo" (Editora Vida), é indispensável toda pessoa que deseja conhecer melhor o que há de concreto em pesquisa histórica sobre este judeu palestino do século I.

Para assistir ao documentário, clique na imagem acima.

Altamente recomendável pela sua qualidade e principalmente aos ateus ou aos que tem dúvidas a respeito da história dos evangelhos e da vida de Jesus.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Enquete do Senado a respeito da PLC 122/06 - Lei da mordaça gay

Quarta-feira de manhã fui informado sobre uma enquete do Senado sobre o PLC 122. Embora esse projeto, aprovado maliciosamente na Câmara dos Deputados no final de 2006, estabeleça, em nome dos direitos humanos, a opressão dos ativistas homossexuais sobre a sociedade, o Senado se limitou a fazer uma pergunta totalmente mascarada para sua enquete: "Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o preconceito contra homossexuais?"

A enquete não explica para os internautas que os militantes gays vêem como "preconceito" toda opinião médica, filosófica, moral ou religiosa contra o homossexualismo. A enquete também não revela para os votantes que toda manifestação contra o homossexualismo é considerada crime pelo PLC 122. Pregações contra o homossexualismo caem nessa categoria, e mesmo sem nenhuma lei semelhante ao PLC 122, pastores e padres já estão sendo ameaçados no Brasil. O Pr. Ademir Kreutzfeld, da Igreja Luterana de Santa Catarina, recebeu uma intimação em 2007 apenas por se opor ao homossexualismo.

A pergunta mais justa na enquete seria: "Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o direito de livre expressão contra o homossexualismo?" Mas longe do Senado ser acusado de justiça!

Mesmo assim, passei a quarta-feira (4 de novembro) incentivando as pessoas a votar na enquete e, se eu cresse em assombração, eu não teria escolha: havia fantasmas na enquete! De manhã, quando o "não" ao nocivo projeto subiu, a enquete saiu inexplicavelmente do ar. Quando voltou ao ar, lá estava o "sim" vencendo. De tarde, a mesma assombração.

Depois de uma nova virada do "não" na quinta e sexta-feira, atingindo o placar de 62% contra o PLC 122 e 38% a favor, o site do Senado tirou a enquete do ar e divulgou um comunicado:

Com participação recorde de internautas, a enquete colocada no ar pela Agência Senado e pela Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública (Sepop) saiu do ar, momentaneamente, por problemas técnicos. Até o final da manhã desta sexta-feira (6), a pergunta "Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o preconceito contra homossexuais?" já tinha recebido mais de 500 mil respostas. Desde o início das votações, as opções "sim" e "não" se revezaram na dianteira, e a enquete segue equilibrada.

A enquete voltará ao ar ainda hoje, com aprimoramento do sistema de segurança. Os técnicos da Sepop investigam a possibilidade de burla no sistema. O resultado final será conhecido no fim do mês de novembro. As enquetes pela internet não utilizam métodos científicos, apenas colocam os temas em debate.

A enquete (que se encontrava neste link: http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0) voltou ao ar por uns poucos minutos da sexta-feira, e depois desapareceu completamente, levando a pique a última contagem de 58% contra o PLC 122 e 42% a favor.

Para ver o registro do que andou ocorrendo na enquete do dia 3 ao 6 de novembro, clique aqui.

A verdade é que, com ou sem enquete, os fantasmas da homossexualização estatal, que aprovaram o PLC 122 na Câmara dos Deputados, estão prontos para intervir contra o direito de livre expressão contra o homossexualismo, seja no governo, nas escolas, na sociedade e até mesmo nas igrejas.


Fonte: Mídia Sem Máscara

domingo, 8 de novembro de 2009

O sacrifício do rouxinol

Quantas vezes sacrificamos nossa paz e tranquilidade em nome do amor? Quantas vezes saímos do nosso conforto espiritual e nos jogamos no pântano da frieza humana por acreditarmos na essência e salvação de alguém? Quantas vezes ouvimos o que não gostaríamos, lemos o que não queríamos, vemos o que não desejaríamos ver? Quantas vezes gastamos nossas energias tentando alegrar alguém, mesmo quando temos nossos próprios problemas para resolver? Quantas vezes perdemos noites de sono orando por alguém? Quantas vezes choramos a dor do outro em silêncio? Quantas vezes fazemos tudo isso para mostrar Deus e, em troca, recebemos frieza, incredulidade, indiferença, escárnio?

Oscar Wilde, no conto “O rouxinol e a rosa” (The nightingale and the Rose, 1888), ilustrou, de maneira brilhante e profícua, essa situação vivida por muitos cristãos. O escritor irlandês narra a história de um estudante que precisava de uma flor. O jovem chorava por amor, pois a amada só aceitaria acompanhá-lo ao baile se ele lhe trouxesse uma rosa vermelha. Era essa a condição para tê-la em seus braços. Mas era inverno, não havia rosas vermelhas. O rouxinol sensibilizou-se com aquelas lágrimas, afinal, noite após noite, ele cantava a paixão e, só agora, podia vê-la no choro de um homem. O pássaro compreendia a dor do rapaz, pensava no mistério do amor e concluiu, então, que esse era um sentimento realmente valioso e nada poderia comprá-lo, não estava a venda em lugar algum.

O rouxinol decidiu ajudá-lo e saiu em busca da flor, mas não a encontrou. A roseira estava com as veias congeladas e sem possibilidade de brotar, mas o pássaro insistia. “Se queres uma rosa vermelha”, disse a Roseira, “tens de criá-la com tua música ao luar, e tingi-la com o sangue de teu coração. Tens de cantar para mim apertando o peito contra um espinho. A noite inteira tens de cantar para mim, até que o espinho perfure teu coração e teu sangue penetre em minhas veias, e se torne meu.” O Rouxinol pensou: “O que é o coração de um pássaro comparado ao coração de um homem?” O pássaro foi até sua morada e cantou para seu amigo carvalho pela última vez. O estudante, ao ouvir a música, chegou a pensar que um rouxinol nada sabe, nada sente, é egoísta em sua melodia, incapaz de se sacrificar. É que o estudante, conhecedor de toda a filosofia, não compreendia a linguagem do rouxinol que cantava seu sacrifício, enquanto se despedia da árvore onde estava seu ninho.

Então cravou seu peito no espinho da Roseira. Ele cantava, cantava, cantava e comprimia o peito delicado e frágil contra o espinho que perfurava sua carne. E quanto mais ele se aproximava, mais a roseira pedia sangue para suas veias de planta. Pétala por pétala, a flor nascia. Mas ainda não era o suficiente, era preciso dar tudo de si. Era preciso tingi-la com o sangue escarlate de seu coraçãozinho. O dia amanhecia e o rouxinol desfalecia. Cantou pela última vez em sua vida enquanto seu coração era transpassado, perfurado e despedaçado em nome do amor. Debateu-se em agonia fúnebre e a canção acabou. A mais bela rosa vermelha estava pronta.

Pela manhã, o estudante encontrou a rosa e saiu saltitante para entregá-la à bela mocinha por quem se enamorara. Mas ela não quis a doçura de pétalas coloridas com sangue sacrificial, ela preferia joias. Ela iria com outro jovem ao baile, porque as flores de nada valem. O jovem, desiludido com o amor, jogou a rosa em uma sarjeta qualquer para ser destroçada pelas rodas de uma carroça.

Muitas vezes somos esse rouxinol que, em nome do que acredita, sangra, sofre e comprime o peito contra espinhos que entram na carne. Às vezes, somos a flor pisada e desvalorizada, trocada por uma joia que não foi forjada a sangue. Às vezes, somos o estudante que ignora o sacrifício do rouxinol e se desilude com o mundo. Somos como ele e ignoramos o sacrifício de nossos pais, cônjuges, amigos, companheiros de guerra e de paz.

Cristo é o nosso maior Rouxinol. Ele cravou espinhos no próprio corpo para nos dar a flor da salvação. Em pleno inverno espiritual, na frieza, no brejo das almas perdidas, Jesus nos deu uma rosa escarlate. Como diria o poeta Drummond, “garanto que uma flor nasceu... furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio”, nos deu esperança. Qual não deve ser a tristeza do Salvador ao perceber que muitos são como o estudante. Muitos jogam a flor fora e desprezam o sacrifício. O rouxinol morreu em vão?

Não. Ele vive em cada um de nós. E, quando nós somos o rouxinol, quando nós sangramos, é para salvar alguém da própria tristeza. Por isso aguentamos a dor e o desprezo. Assim como Cristo chorou a morte de Lázaro e a incredulidade do povo, nós choramos a falta de fé de quem amamos. Mas mesmo que nossa flor fique jogada, ainda assim vale a pena. Deus é fiel para concluir a obra que começou e fará, em algum momento, o estudante enxergar a rosa no chão e aceitar a salvação.

(Elisabete Ferraz Sanches, professora graduada em Letras pela USP, pós-graduada em Português: Língua e Literatura pela UniSant’Anna e mestranda em Literatura Brasileira pela USP)

sábado, 7 de novembro de 2009

Como Dan Brown perdeu a fé

Em entrevista concedida ao site Parade, o famoso escritor do best-seller O Código Da Vinci, Dan Brown, declarou: “Cresci como membro da Igreja Episcopal e fui uma criança muito religiosa. Então, na oitava ou nona série, estudei astronomia, cosmologia e a origem do Universo. Lembro de ter dito a um ministro: ‘Não entendo isso. Li um livro que diz que houve uma explosão conhecida como big bang, mas aqui diz que Deus criou céu e Terra e os animais em sete dias. Quem está certo?’ Infelizmente, a resposta que obtive foi: ‘Bons garotos não fazem essa pergunta.’ A luz foi se apagando e eu disse: ‘A Bíblia não faz sentido. A ciência faz muito mais sentido para mim.’ E eu me afastei da religião. (...) Quanto mais estudo a ciência, mais vejo que físicos se tornam metafísicos e números se tornam números imaginários. Quanto mais longe você avança na ciência, mais instável fica o terreno. ‘Oh, existe uma ordem e um aspecto espiritual na ciência.’”

Nota do blog Criacionismo: Esse depoimento quase trágico deixa algumas lições para os líderes cristãos: (1) nunca subestime a inteligência de uma criança (adolescente ou jovem) e nem trate suas dúvidas com desprezo ou superficialmente; (2) erramos quando dizemos apenas que a ciência está equivocada (o que pode ser verdade) e a religião, certa; devemos analisar ambas à luz dos fatos e procurar, quando possível, harmonizá-las, mostrando que ciência experimental é uma coisa e hipóteses e modelos científicos são outra; (3) é necessário que os líderes religiosos tenham certo aprofundamento em cultura geral e que admitam desconhecer algum assunto quando confrontados por perguntas específicas (isso é humildade); depois devem pesquisar a fim de dar respostas coerentes e satisfatórias; (4) o ser humano tem inclinação natural para a fé e está disposto a crer, mas a atitude de líderes religiosos e o testemunho de outros cristãos mais experientes podem aproximá-lo ou afastá-lo de Deus; (5) quando se afasta de Deus e de Sua Palavra, o ser humano não deixa de crer, simplesmente; ele coloca alguma coisa no lugar do vazio que ficou; no caso de Brown, foi o misticismo, que ele pensa derivar da ciência.

Se a igreja não tratar esse assunto com a seriedade que merece, muitos Dan Browns surgirão por aí. Talvez não tão famosos, influentes ou ricos, mas igualmente desnorteados.

Efeitos da sexualização feminina precoce

O livro Getting Real focaliza a sexualização e coisificação das garotas e das mulheres na mídia, na cultura popular e na sociedade. A sexualização e a pressão por um visual “magro, quente e sexy” é cada vez maior e mais precoce. Roupas, músicas, revistas, brinquedos e jogos enviam às garotas mensagens de que elas são apenas um corpo. Os efeitos da sexualização prematura das meninas têm impacto no corpo e na mente, com o crescimento de comportamentos destrutivos, desordens alimentares, ansiedade, depressão e baixa autoestima. Getting Real reúne escritores, advogados e acadêmicos, incluindo alguns dos maiores críticos da disseminação da cultura pornográfica. Organizado pela advogada Melinda Tankard Reist, Getting Realé um livro para aqueles que querem ver um mundo melhor para a próxima geração.

Por enquanto, só em inglês.

Nota: Para verificar basta analisar quão precocemente as meninas estão menstruando, antes na adolescência, agora na infância. Prova o quanto os jovens são influenciados e quão grande é essa influência,

Beijar o mesmo homem protege contra doença

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriram que durante o beijo, o homem pode inocular o citomegalovirus - um vírus que vive na saliva masculina - na mulher. Apesar de inofensivo em pessoas adultas, o vírus pode ser extrememente perigoso durante a gravidez, levando ao aborto ou à deficiência do feto. Por isso, a melhor imunização é beijar. Só que para garantir bons resultados, o médico responsável pela pesquisa divulgada no jornal Medical Hypotheses, doutor Colin Hendrie, recomenda que a mulher beije o mesmo homem durante cerca de seis meses antes da gravidez. Assim, dá tempo de o corpo preparar os anticorpos, o que reduz as chances de infecção do bebê.

Nota do blog Saúde e Família: Fica mais uma vez evidente que Deus projetou o ser humano para a fidelidade conjugal. Além dos benefícios psicológicos e sociais desse estilo de vida, há também vantagens na área de saúde.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Onde foi parar o aquecimento global?

O ano em que foi registrado o recorde de altas temperaturas na Terra não foi 2007 ou 2008, mas 1998. Nos últimos 11 anos não se observou um aumento das temperaturas do planeta. Ninguém previu isso, mesmo com o aumento das emissões de dióxido de carbono, gás que se pensa ser o responsável pelo aquecimento global. Aqueles que não acreditam na mudança do clima da Terra argumentam que há ciclos naturais, dos quais não se tem controle, que determinam a temperatura do planeta. Mas qual a evidência disso? A abordagem das pesquisas foi simples: verificar o comportamento do Sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30-40 anos e compará-los com a tendência de aumento da temperatura. Os resultados foram claros: “o aquecimento nas duas últimas décadas dos 40 anos pesquisados não pode ter sido causado pela atividade solar”, declara Dr. Piers Forster, da Universidade de Leads. Mas outro cientista, Piers Corbyn, da Weatheraction, discorda. Ele acredita que as partículas com energia do Sol que chegam à Terra nos provocam um grande impacto.
De acordo com a pesquisa desenvolvida pelo professor Don Easterbrrk, da Western Washington University, os oceanos e a temperatura são correlatos. Os oceanos, segundo o professor, têm um ciclo de aquecimento e resfriamento natural. Nos anos 1980 e 1990, estávamos num ciclo positivo, isto é, de temperaturas mais altas que a média. As observações revelaram que, nessa época, a temperatura global era quente também.

Esses ciclos, no passado, duravam cerca de 30 anos



Recentemente, em sua coluna, na revista Veja, Diogo Mainardi escreveu: "O aquecimento global nem existe. O pico do calor foi em 1998. De lá para cá, a Terra está esfriando. E deve permanecer assim por mais duas décadas." O colunista não é o único a duvidar do que se fala sobre o aquecimento. Cientistas de peso engrossam esse coro.

Nota: Só não vê quem não quer que o aquecimento global está sendo usado para finalidades político-religiosas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O fim do mundo na capa de Veja

A revista Veja desta semana traz na capa a chamada garrafal “O fim do mundo”. Leia aqui alguns trechos: “O ano de 2012 tornou-se o centro de gravidade do fim do mundo por uma confluência de achados proféticos. Primeiro, surgiu a tese de que a Terra será destruída com a volta do planeta Nibiru em 2012. Depois, veio à tona que o calendário dos maias, uma das esplêndidas civilizações da América Central pré-colombiana, acaba em 21 dezembro de 2012, sugerindo que se os maias, tão entendidos em astronomia, encerraram as contas dos dias e das noites nessa data é porque depois dela não haverá mais o que contar. Posteriormente, apareceram os eternos intérpretes de Nostradamus e, em seguida, vieram os especialistas em mirabolâncias geológicas e astronômicas com um vasto cardápio de catástrofes: reversão do campo magnético da Terra, mudança no eixo de rotação do planeta, devastadora tempestade solar e derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da Via Láctea – tudo em 2012 ou em 21 de dezembro de 2012.

“Com tantas sugestões, a profecia ganhou as ruas. No dia 13 de novembro, terá lugar a estreia mundial de 2012, uma superprodução de Hollywood que conta a saga dos que tentam desesperadamente sobreviver à catástrofe final. No site da Amazon, há 275 livros sobre 2012. Nos Estados Unidos, já existem lojas vendendo produtos para o apocalipse. Os itens mais comercializados são pastilhas purificadoras de água e potes de magnésio, bons para acender o fogo. É sinal de que os compradores estão preocupados com água e fogo, numa volta ao tempo das cavernas. Na Universidade Cornell, que mantém um site sobre curiosidades do público a respeito de astronomia, disparou o número de perguntas sobre 2012. Há os que se divertem, pois não acreditam na profecia. Entre os que acreditam, os sentimentos vão da tensa preocupação, como é o caso de Patrick Geryl, autor de três livros sobre 2012, todos publicados no Brasil, até o pavor incontrolável. O fim do mundo é uma ideia que nos aterroriza – e, nesse formidável paradoxo que somos nós, também pode ser a ideia que mais nos consola. Por isso é que ela existe.

“No inventário dos fracassos humanos, talvez não haja aposta tão malsucedida quanto a de marcar data para o fim do mundo. Falhou 100% das vezes, mas continua a se espalhar, resistindo ao tempo, à razão e à ciência. As tentativas de explicar esse fenômeno são uma viagem fascinante pela alma, pela psique, pelo cérebro humano. Uma das explicações está no fato de que o nosso cérebro é uma máquina programada para extrair sentido do mundo. Assim, somos levados a atribuir ordem e significado às coisas, mesmo onde tudo é casual e fortuito. As constelações no céu, por exemplo, são uma criação mental para organizar o caos estelar. Ao enxergarmos as constelações de Órion ou Andrômeda, encontramos ordem e sentido. O dado complicador é que a vida, no céu e na terra, deve muito mais às contingências do acaso do que ao determinismo. O espermatozoide que fecundou o óvulo que gerou Albert Einstein foi um produto do acaso, resultado de uma disputa entre espermatozoides resolvida por milésimos de segundo. Assim como aconteceu, poderia não ter acontecido [mas o que não se pode afirmar é que a origem do espermatozoide seja fruto do acaso]. (...)

“A preponderância do aleatório sobre o determinado pode dar a sensação de desesperança, de que somos impotentes diante de todas as coisas. Talvez nisso residam a beleza e a complexidade da vida, mas o fato é que o cérebro está mais interessado em ordem do que em belezas complexas. Por isso, quando não vê significado nas coisas naturais, ele salta para o sobrenatural. (...) A religião seria uma criação mental através da qual o cérebro atende a sua necessidade por sentido. O apocalipse, nesse caso, é uma saída brilhantemente engenhosa. Explica duas questões que atormentam a humanidade desde sempre: o significado da vida e a inevitabilidade da morte. Somos a única espécie com consciência da própria morte e, no entanto, não sabemos o significado da vida. Afinal, por que estamos aqui? A pergunta, em si, revela nossa busca por sentido, devido à nossa dificuldade de conviver com a possibilidade de que, talvez, não estejamos aqui por alguma razão especial. O apocalipse é uma resposta. Está descrito nos seus mínimos e horripilantes detalhes no Livro do Apocalipse, escrito pelo evangelista João, por volta do ano 90 da era cristã, quando estava preso, perseguido pelo Império Romano.

“O começo do fim do mundo, diz João, será anunciado por sinais tenebrosos: um céu negro, uma lua cor de sangue, estrelas desabando sobre a Terra e uma sucessão de desastres varrendo o planeta na forma de terremotos, inundações, incêndios, epidemias. O Anticristo então dominará a Terra por sete anos [o autor desta matéria devia ter estudado melhor o Apocalipse], ao fim dos quais Jesus Cristo descerá dos céus com um exército de santos e mártires [outra barrigada: Onde está escrito que “santos e mártires” virão do Céu com Jesus?] – e vencerá Satã, a besta. Depois de 1.000 anos acorrentado, Satã conseguirá se libertar e forçará Jesus Cristo a travar uma segunda batalha, a terrível batalha do Armagedom. Derrotado Satã, todos nós, vivos e mortos, nos sentaremos no banco dos réus do tribunal divino [na verdade, o julgamento já terá ocorrido, pois a destruição de Satanás e dos ímpios é a sentença final]. Os bons irão para o paraíso celestial. Os maus arderão no fogo eterno [outro equívoco antibíblico]. (...)

“Nem sempre o apocalipse vem numa embalagem religiosa. A profecia de 2012 começou com base em eventos astronômicos e calendários antigos. Só depois recebeu a adesão de seitas espiritualistas e cristãs, mas originalmente 2012 é, digamos, um fim do mundo pagão. (...)

“As profecias do apocalipse são um desastre como previsão do futuro, mas excelentes como alegorias do presente. A coleção de afrescos e pinturas clássicas que retratam o Juízo Final, como a obra-prima de Michelangelo na Capela Sistina, reflete o temor do tribunal divino e o domínio da Igreja Católica de então. Depois da II Guerra, os filmes de Hollywood, grandes difusores da catástrofe final, passaram a enfocar o fim do mundo como resultado de uma guerra nuclear ou de um monstro deformado pela radioatividade. Estavam narrando as aflições dos americanos com a bomba de Hiroshima e Nagasaki e a chegada da corrida armamentista com a União Soviética. É o momento em que o apocalipse começa a ter duas fontes – a religião e a ciência. Nos anos 60, com as profundas transformações varrendo os EUA, da Guerra do Vietnã à revolução sexual, do advento do computador ao movimento dos direitos civis, dos Beatles a Woodstock, o apocalipse mudou de lugar. ‘O livro da revelação deixou o gueto cristão e entrou no coração da política americana e da cultura popular’, escreve Jonathan Kirsch em A History of the End of the World (Uma História do Fim do Mundo), um ótimo inventário do apocalipse.

“Desde os anos 50, cada década tem pelo menos uma dúzia de filmes apocalípticos dignos de nota, de Godzilla a Apocalypto, de O Planeta dos Macacos a Matrix, de O Bebê de Rosemary a Presságio. Eles sempre narram algo do seu tempo. Há estudiosos que acreditam que mesmo o Livro do Apocalipse teria sido uma resposta às perseguições que os cristãos sofriam no Império Romano – e a besta, o Anticristo, o Satã seriam Nero, o imperador que tocou fogo em Roma. Como os apocalipses tomam a forma de sua época, o Anticristo se atualiza. Na II Guerra, era Adolf Hitler. Hoje, é Osama bin Laden. Isso é claro nos EUA, cuja condição de potência acaba por difundir suas neuroses e seus achados para o mundo todo. O apocalipse na cultura? Antes, eram os hippies com sua percepção extrassensorial e drogas alucinógenas. Depois, no ano 2000, foi o tecnoapocalipse, na forma do bug do milênio. O apocalipse na política? Antes, era o Exército Vermelho. Agora, é o terrorismo islâmico. Como disse Eric Hoffer (1902-1983), que passou a vida como estivador e filósofo: ‘Movimentos de massa podem surgir e se espalhar sem a crença num deus, mas nunca sem a crença num diabo.’

“Nenhuma das hipóteses do fim do mundo em 2012 mencionadas nesta reportagem faz sentido. O planeta Nibiru nem existe. A civilização maia, cujo auge se deu entre 300 e 900 da era cristã, tinha três calendários: o divino, o civil e o de longa contagem, que termina em 2012. ‘Mas os maias nunca afirmaram que isso era o fim do mundo’, diz David Stuart, da Universidade do Texas, considerado um dos maiores especialistas em epigrafia maia. Uma mudança no eixo de rotação da Terra é impossível. ‘Nunca aconteceu e nunca acontecerá’, garante David Morrison, cientista da Nasa, agência espacial americana. Reversão do campo magnético da Terra? Acontece de vez em quando, de 400.000 em 400.000 anos, e não causa nenhum mal à vida na Terra. Tempestade solar? Também acontece e em nada nos afeta. Derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da galáxia? Não haverá nenhum alinhamento planetário em 2012, e, bem, quem souber onde fica ‘o centro’ da nossa galáxia ganha uma viagem interplanetária. (...)”

Nota: É bastante conveniente para o inimigo de Deus comparar o relato inspirado do Apocalipse a outras “profecias” e mesmo a filmes hollywoodianos. Assim, nivela tudo por baixo e reforça a descrença dos céticos. Para aqueles que creem nesse novo “fim do mundo”, ele (o inimigo) pode estar preparando alguma “surpresa” para 2012. Ou não. O ano pode passar sem que nada de especial ocorra e as pessoas voltarão à sua vida rotineira, mais anestesiadas ainda para a mensagem da volta de Jesus. De qualquer maneira, infelizmente, o inimigo leva vantagem. Note a estratégia satânica: (1) o inimigo afasta as pessoas da Bíblia; (2) desvia a atenção delas para falsas profecias que não levarão a nada, exceto a uma excitação momentânea, sem a necessária santificação (afinal, a motivação neste caso é o medo); (3) passada a data anunciada, as pessoas caem no desânimo ou na descrença. Por isso, é mais do que necessário que a igreja se esforce (sob a direção do Espírito Santo) para mostrar ao mundo a solidez das profecias bíblicas e do método historicista de interpretação profética. É preciso que todos saibam que a Palavra de Deus nada tem que ver com essas “profecias” especulativas e sensacionalistas, pois, “daquele dia e hora ninguém sabe” (Mt 24:34), o que significa que devemos estar preparados para encontrar o Criador a qualquer momento.

Documentário: Expelled No Intelligence Allowed

Ben Stein, conhecido ator-coadjuvante de vários (e engraçados) filmes norte-americanos, decidiu escrever e estrelar este documentário que tem causado diferentes reações nos locais em que foi exibido. Expelled é um daqueles documentários empolgantes, que prendem a atenção até o fim, pois as informações vão se acumulando através de um encadeamento lógico, cujas partes têm, em geral, desfechos próprios e surpreendentes. Por exemplo: uma das questões mais usadas pelos evolucionistas contra os proponentes do Design Inteligente é o "fato" de que não há descobertas ou avanços científicos a partir daquela premissa. Expelled revela - pelo que sei em primeira mão, no que se refere a um documentário - que tal posicionamento é errado, isso porque traz novas informações impressionantes e reveladoras. O "jogo sujo" do academicismo pró-darwinista é revelado com contundência e sagacidade características de Ben Stein, um judeu que pertence àquela classe de humoristas judeus norte-americanos excepicionalmente inteligentes, que têm o dom de nos fazer rir, pelas abordagens peculiares de assuntos sérios. O documentário é inteligente, bem construído e crítico na medida certa. Portanto, desligue um pouco sua TV e reflita obre o que está acontecendo "debaixo dos panos" do academicismo mundial!


Clique aqui para assistir. O vídeo está legendado e dividido em dez partes.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O povo Judeu e as profecias bíblicas

Os céticos têm pedido uma prova irrefutável da existência de Deus e dito que não podemos usar a Bíblia para provar a Bíblia porque isso é argumento circular. Eles não levam em conta que há um paralelo entre as afirmativas bíblicas e os fatos históricos. Podemos usar a Bíblia comparando as suas profecias com eventos históricos para provar a sua idoneidade. Diante do exposto abaixo é apenas uma questão de aceitar ou não:


O Povo Judeu e Israel - uma prova da existência de Deus
Quando alguém na universidade me pergunta q
ual a maior prova da e
xistência de Deus eu respondo sem titubear: o povo judeu e Israel! Existem profecias tão específicas e detalhadas em relação ao povo judeu e a terra de Israel que não podem ser ignoradas. Citarei apenas algumas poucas, mas substanciais profecias.


O anti-semitismo e o Holocausto
Os profetas do Antigo Testamento predisseram que por causa da obstinada rebelião do povo jud
eu contra Deus eles seriam objeto de desprezo, ódio, zombaria, seriam escravizados e mortos por povos estranhos, espalhados por todas as nações do mundo e qu
e depois Deus os reuniria de volta à sua terra (Neemias 1.8 e 9). Essas profecias surpreendentes se cumpriram cabalmente na existência deste povo, a história testifica isso com farta documentação. O anti-semitismo e o Holocausto foram preditos pelos profetas hebreus e o cumprimento destas profecias é um fato insofismável.


Diáspora e Sionismo
Todos os povos que foram expulsos de suas terras e passaram mais de 400 anos sem uma pátria se extinguiram (os assírios, os babilônios, os medos-persas etc.). Não existe paralelo na história da humanidade, exceto os judeus que em 70 D.C. foram espalhados por todo o mundo, sofreram perseguição em todos os lugares (Jeremias 29.18; 44.8), mas mantiveram-se como uma nação étnica identificável. Após c
erca de 18 séculos depois de sua dispersão o povo judeu começou a retornar à sua pátria (Ezequiel 34.11,13,28 e 30).


O Deserto Floresce
Isaías profetizou que Israel floresceria como um botão de uma rosa e que exportaria flores e frutos ao mundo (Isaías 27.6).

O impressionante é que na época em que Isaías fez tal profecia Israel era um deserto infértil e quase ninguém levou à sério o que ele disse ignorando-o como um louco.

Após o retorno do povo judeu para a sua terra em 1948 eles encontraram uma terra desértica - com exceção de algumas áreas pantanosas - e improdutiva. Eles drenaram os pântanos de águas salobras e cultivaram a terra, fizeram um excelente trabalho de reflorestamento e com o aumento das áreas florestadas vieram as chuvas e surpreendentemente, após mais de 2700 anos, o deserto floresce exatamente como foi profetizado. Hoje Israel exporta flores para a Holanda que é o maior produtor de flores do mundo. Exporta frutos para vários países da Europa e é incontestavelmente uma potência em tecnologia agrária. (na foto o deserto de Negev em Israel)


Um Cálice de Tontear

A Bíblia afirma que Deus faria de Jerusalém (uma cidade sem nenhuma importância no cenário mundial naquela época) um cálice de tontear, uma pedra pesada para todas as nações e que todos que tentassem removê-la do seu lugar se feririam gravemente (Zacarias 12. 2,3,6,8 e 9). Isso soa familiar para você?

Lembram das guerras árabe-israelenses? Israel prevaleceu de maneira fulminante sobre um inimigo superior em número de soldados, armas e tem auto-suficiência para expulsar a todos os inimigos invasores (lembrar das guerras depois da criação do Estado de Israel, principalmente a Guerra dos Seis Dias em 1967 - foto).

Israel é uma democracia em um mar de ditaduras, um país cercado por visinhos que juraram exterminá-lo. Não, os árabes não intencionam implementar algum sistema de governo ou conseguir algumas terras para os Palestinos, mas terminar o que Hitler não conseguiu terminar com a sua proposta de uma “Solução Final”. Sim, o desejo declarado dos árabes é o extermínio de todos os judeus.


Armagedon

A história mais assombrosa de Jerusalém ainda está por ser escrita. O rápido desenrolar dos eventos no Oriente Médio aponta quase diariamente em direção ao Grande Final – o tempo de maior sofrimento para o povo judeu em torno do mundo, que terá seu clímax na terrível batalha do Armagedon e no retorno glorioso do Messias que resgatará Israel e reinará sobre o mundo a partir do trono restabelecido de Davi em Jerusalém (Zacarias 14.2-4).

Muito poderia ser dito, mas isso serve apenas como uma breve introdução à respeito das incontestáveis profecias cumpridas literalmente na existência do povo judeu.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Carta ao Pr. Silas Malafaia Sobre o seu Comprometimento com a Teologia de Satanás

Carta enviada ao Silas Malafaia por Eliel Vieira


Caro Pastor Silas Malafaia,

Antes de dizer qualquer coisa, devo ser sincero e dizer que o “caro” na saudação acima foi apenas por educação, uma vez que não vejo atualmente algo que possa identificar como louvável em você ou em suas recentes atitudes.

Apesar de bastante crítico, sou uma pessoa calma, que não briga e que raramente fica nervosa com alguma coisa. Também, apesar de já ter escrito dezenas de críticas contra posturas evangélicas que considero – para dizer pouco – prejudiciais à fé, em todos meus textos eu jamais escrevi uma carta criticando uma pessoa de forma direta. Jamais havia considerado alguém (ou uma ação de alguém) tão prejudicial ao ponto de sobre este alguém (ou sobre sua atitude) escrever um texto especificamente, mas você conseguiu esta façanha. Você foi o primeiro a realmente me deixar nervoso, irritado ao ponto de sentir nojo de alguns ensinamentos que você tem proferido.

Em homenagem à sua façanha, estou te escrevendo esta carta. Mas, por favor, não a interprete mal. Apesar de sentir nojo de algumas coisas (lê-se "quase todas") que você diz, eu o respeito como pessoa e como pensador. Afinal de contas somos todos nós criaturas do mesmo Deus, dotados da mesma capacidade racional e, claro, sujeito aos mesmos erros e enganos. Talvez no fim das contas eu esteja errado, e você certo. Mas, se assim for, te dou a oportunidade através desta carta de defender suas práticas e seus ensinamentos. Estou aberto a ouvir e analisar tudo o que disser, desde que diga com amor, e fazendo bom uso da razão simples. Apenas não venha com frases do tipo “sou profeta de Deus e você me respeite” ou “oro para que Deus te perdoe pelas suas blasfêmias” ou “não toque no ungido do Senhor”. Nada destas ladainhas de pastor que não quer ser criticado me interessam.

Para dizer a verdade, não estou nem interessado em travar debates sobre prática X ou Y, pois tais debates seriam infrutíferos, uma vez que você é mestre em manipular passagens bíblicas a seu favor como você já demonstrou diversas vezes em seus programas. Estou apenas me expondo aqui, com sinceridade, analisando suas práticas e ensinamentos à partir da maneira como as coisas "espirituais" soam a mim. Que Deus seja testemunha de que em nenhum momento desta carta eu disse algo que não esteja de acordo com a maneira como eu entendo e concebo a Palavra do Evangelho.

A prática principal vinda de você que me enoja é a famosa Teologia de Mamom. Sinceramente, deixe-me lhe perguntar: você não tem vergonha na cara de defender hoje tudo o que você pregou fervorosamente contra no passado, quando ainda era um defensor da pureza e simplicidade do Evangelho? O que aconteceu com você Silas? Como um pastor pôde se vender a tudo aquilo que uma década atrás criticava? Será que foi por causa do bigode? Será que se uma pessoa cultivar um bigode por muito tempo, quando ela o raspar, a ética irá junto pelo ralo? Ou será que você só raspou o bigode para tirar a imagem “pesada” que você tinha e assim ficar mais apresentável e bonitinho na hora que arrancar dinheiro do povo? Se for isso eu entendo, afinal, marketing é tudo! Já que você considera proveitoso gastar milhões de reais com um programa de TV que, em sua metade, consiste apenas de petições de esmolas aos tele-espectadores, sim, você precisa se aparentar bem.

É muito engraçado até. Na primeira parte do programa vemos um Silas nervoso, enraivecido, crítico em relação a aquilo que ele considera errado e muito gritador em sua pregação. Depois, aparece um cenário claro, com uma musiquinha calma e tranqüila de fundo e aí aparece o Silas, mansinho, calminho, voz tranqüila, quase sussurrando, parecendo um vovô sereno. Objetivo? Claro, pedir dinheiro. Para tal empreitada o bigode realmente atrapalhava, eu entendo. E para esmolar as justificativas são sempre as mesmas: estamos passando por dificuldades, o programa precisa de recursos para se manter, blá, blá, blá, temos uma cruzada profética, blá, blá, blá, etc.

Porém, ao que parece, precisa-se de algo mais para atrair a boa vontade das pessoas em doar seus custosos recursos ao "ministério": as promessas de prosperidade.

Oh sim! Semeie irmão! Semeie na obra do Senhor (lê-se, na conta do pastor), precisamos de pessoas liberais para doar para a obra! Deus não precisa do seu dinheiro, mas eu preciso! Doe aqui 900 reais e eu te dou de presente uma Bíblia da Vitória Financeira! Olha só, tá vendo que grande negócio? Além de ser abençoado com uma unção financeira especial você ainda vai ganhar uma Bíblia novinha, tá vendo? Mas claro, meu irmão, além de semear você precisa exigir de Deus sua vitória, pois se você doar apenas por amor você é um trouxa (fonte)! Ô Aleluia, glória a Deus! Doe e receba a unção financeira especial para a sua vida!

Quando eu escuto estas babaquices, caro Silas, em vão eu me pergunto: onde raios a Bíblia fala sobre “unção financeira especial”? Este termo existe na Bíblia? Onde a Bíblia ensina a “doar com liberalidade” com o objetivo de receber “bênçãos financeiras” de Deus? A sua Bíblia diz estas coisas? Pelo menos a minha não, afinal, a Bíblia que eu leio não é a Bíblia da “Vitória Financeira”, é uma Bíblia normal e comum.

E aqui temos, você, caro Silas, como um dos pastores mais assistidos do Brasil, levantando a bandeira de uma prática funesta, nojenta e totalmente anti-bíblica (para não dizer satânica). Quando foi que Jesus prometeu riquezas para seu povo? Quando foi que Jesus disse que devemos ofertar esperando que nosso empregadinho “Deus” nos encha de dinheiro? Quando foi, aliás, que Jesus incentivou alguma pessoa a buscar riquezas como objetivo principal de sua vida? O que Jesus disse ao jovem rico: que ele semeasse um pouco na obra do Senhor (afinal, Jesus nem jumentinho próprio tinha) para que ele ficasse mais rico ou para que ele doasse TUDO e entregasse o dinheiro aos pobres? Como conciliar as promessas de vitória e prosperidade inventadas por vocês com passagens como "no fundo tereis aflições" (Jo 16:33), "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" (ITm 6:10) ou "é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus" (Mc 10)?

Diga-me, caro Silas, se Jesus estivesse no seu lugar, ele pediria as pessoas para doar ao Ministério ou diria as pessoas que vendessem seus bens e doassem aos pobres? Jesus iria mandar imprimir uma Bíblia de “Vitória Financeira”? Aliás, Jesus teria um programa de TV ou estaria nas ruas chorando com os que choram? Sobre as ofertas, será que viuvinha ofertou exigindo vitória financeira de Deus? Ou ela ofertou com amor? Se foi com amor, será que Jesus foi até ela e a chamou de trouxa, como você fez certa vez em rede nacional? A propósito Silas, minha mãe é trouxa? Pois ela nunca exigiu riquezas da parte de Deus e sempre ofertou com amor.

Quem estiver lendo esta carta pode se perguntar: mas isso foi a tanto tempo, porque você ficou nervoso com o Silas justamente agora?

Bem, foi após ver este vídeo:



Que cena mais ridícula, Silas. Você está apelando para a "numerologia gospel" agora? Então se estamos em 2009, devemos doar 900 reais para sua conta e esperar que até antes de 1º de Janeiro de 2010 vamos ser abençoados com uma “unção financeira especial”? Ora, de onde tal idiotice saiu? Foi da Bíblia? Onde eu encontro isso? Será que Jesus no ano 29 d.C. pediu ofertas de 29 denários em nome do seu ministério, prometendo assim, em troca, vitória financeira antes do dia 1º de Janeiro do ano 30 d.C. a quem ofertasse? Da boca de Jesus tal asneira não sairia. Então Silas, se seus ensinamentos não estão comprometidos nem com a Bíblia nem com a mensagem de Jesus estão com o que?

Pense um pouco: quem na Bíblia prometeu riquezas a Jesus quando este estava jejuando no deserto?

Diga-me, caro Silas, acaso você já parou para pensar na salada anti-bíblica que você está injetando na mente das pessoas? Como uma pessoa que há poucos anos atrás pregava contra a Teologia de Mamom pode ter mudado assim? Como uma pessoa como você pôde se vender a princípios de Satanás, Silas?

Talvez tenha sido rude demais nesta carta, mas é desta forma, inconformado e profundamente irritado, que me fico toda vez que ligo a TV e vejo você falando asneiras anti-bíblicas e jogando na privada todos os princípios de humildade e amor ao próximo ensinados por Jesus.

"Negar os princípios de amor ao próximo?", você pode se perguntar. Sim Silas. Toda vez que você exige prosperidade de Deus, ou, aliás, toda vez que você sequer pensa que Deus deseja que você seja rico enquanto tem pessoas lá fora morrendo de fome, você nega o princípio de amor ao próximo. Não sei quanto a você Silas, mas eu fico com vergonha e até triste por ter o que comer do bom e do melhor em casa enquanto tem crianças no nordeste que comem farinha misturado com terra.

Olhe para a imagem ao lado. Sabe do que se trata? Ela foi tirada por Kevin Carter em 1993 no Sudão. A foto retrata uma criança a beira da morte, certamente por inanição e, próximo a ela, um abutre a espreita que seu "almoço" morresse rapidamente para comê-la. Kevin Carter se suicidou cerca de um ano depois que sua foto foi publicada. Ao que tudo indica, ele não conseguiu viver com as lembranças do que ele viu no Sudão. Enquanto isso, aqui na América, Silas Malafaia, Edir Macedo, Ministério A-pá-sentar na Cabeça e outros idiotas da "prosperidade" pregam que Jesus "prometeu" riquezas para crentes e não estão nem aí para as milhões de crianças que estão morrendo de fome no mundo.

Silas, sabia que durante o tempo de seu programa "evangelístico" de TV cerca de 700 crianças morrem de fome no mundo? Puxa, como isso deve entristecer e enraivecer o coração de Jesus!

Esta carta foi um desabafo. Se fui grosso demais ou não, fica a cargo de Deus decidir. Não sou o melhor dos cristãos, sou um grande pecador, mas hipócrita eu não sou. Acredito que Deus aprecia mais a sinceridade do que a falsidade, e Ele sabe que eu fui sincero em cada palavra que eu escrevi, como também sabe que elas estão totalmente de acordo com a maneira pela qual eu entendo o Evangelho.

Será que você pode dizer a mesma coisa Silas?


Eliel Vieira

Fonte: Desconstruindo

Nota: Me parece mais que claro o texto do Eliel que realmente estão desvirtuando o evangelho, falando-se muito, mas muito mais mesmo, de "bênçãos" materiais do que a respeito da salvação e missões por exemplo. Mesmo pra quem acredita nessa teologia da prosperidade, que para mim parece uma verdadeira barganha, tem que admitir, essa teologia em muitas denominações está acima da Bíblia, da qual está sendo utilizada apenas para dar apoio à essa doutrina, onde Deus parece ser nosso servo, pois segundo estes, temos que "exigir". Não dá para medir em palavras quão revoltoso e indignado fico com essa doutrina, ela simplesmente me dá nojo.
Podem comentar à vontade, quem concorda ou descorda da carta.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O julgamento de Deus será mais tolerante para com os ateus do que para com os criacionistas?

Pergunta feita à William Lane Craig, logo abaixo a resposta.

Dr. Craig,

Eu gostaria de saber de você se eu, como um ateu, serei julgado por Deus por não acreditar nEle. Se eu, após buscar objetivamente por toda a evidência, chegar à conclusão que não cheguei aqui como resultado de um plano divino, mas simplesmente como consequência de processos físicos, ainda assim merecerei ser privado do dom da vida eterna? Se quando ver Deus face a face após a morte, eu disser que essa foi uma posição que eu honestamente cheguei depois de muita investigação e de realmente tentar compreender a natureza?

Eu realmente não consigo ver como Deus me puniria, se eu viver uma vida boa, honesta e compassiva, mas apenas sentir que essa é a única posição que faz sentido no mundo à minha volta e o que eu entendo sobre ele. Para mim isso não parece digno de condenação, quando comparo minha atitude aos padrões de evidência e investigação à de alguns cristãos, especialmente aqueles que mantêm posições dogmáticas extremamente irracionais. Se eu aceitar as descobertas da ciência, Deus me punirá, mas recompensará aqueles que rejeitam toda a evidência científica e aderem apenas a posições cientificamente insustentáveis, como uma interpretação literal de Gênesis, onde todo o universo foi criado entre seis e dez mil anos atrás?

Eu acrescentaria a isso ao dizer que muitos do que defendem esta posição, chamados de criacionistas da Terra Jovem, disseminam completas mentiras e desinformações e tudo mais, seja na astronomia à geologia e biologia, qualquer campo científico que não apóie sua leitura do que eles consideram como escritura divinamente inspirada. Isso tirando o fato que quase todos eles são completamente desqualificados para falar das áreas que falam; se alguém não possui um doutorado em paleontologia e não é um membro ativo da comunidade paleontológica, então na verdade não tem direito nenhum de falar sobre o estado do registro fóssil em público a uma audiência que é igualmente desqualificada para avaliar a veracidade das afirmações que são feitas. No entanto eu respeito a autoridade das pessoas que trabalham nas áreas; quando eu li Evolution: What the Fossils Say and Why It Matters [Evolução: O que Os Fósseis Dizem e Porquê Importam] de Donald Prothero, eu respeito as visões dele sobre o registro fóssil já que ele trabalha na área há trinta anos e examinou pessoalmente muitos dos fósseis que ele fala. Da mesma forma, quando Sean Carroll explica como a evidência do DNA apóia a evolução em The Making of the Fittest [A Criação dos Mais Adaptados], eu respeito a opinião dele já que ele está linha de frente da biologia moderna.

Na verdade, quando eu leio livros sobre história bíblica e comparo a evidência para a evolução biológica, segundo os cientistas de hoje, com a evidência para um evento histórico como o Êxodo, segundo os arqueólogos e historiadores de hoje, então vejo que é óbvio que há um padrão duplo sendo mostrado por alguns cristãos, considerando o respeito pelas evidências e pela autoridade das pessoas que sabem do que estão falando. Eu tenho certeza que muito mais cristãos aceitariam o Êxodo como um evento histórico do que aceitariam a ocorrência da evolução biológica.

Eu realmente não vejo por que essas pessoas que mantêm crenças irracionais e inflexíveis merecem ser recompensadas por seu aparente anti-intelectualismo e relutância em examinar criticamente as evidências e aplicar níveis apropriados de pesquisa a vários assuntos. Deus realmente vai recompensar aqueles que continuam a divulgar absurdos, mesmo quando cientistas apontam seus erros, e restringem a educação de crianças? Pessoas como Ken Ham constroem museus para mostrar às crianças como os dinossauros viverem com os homens e todos os “tipos”, os quais, seja lá como é definido, abrangem uma quantidade enorme de animais, que de alguma forma foram amontoados num barco. Isso é impossível por inúmeras razões, mas mesmo assim continua sendo ensinado a criancinhas. Ele também ‘ensina’ as crianças a perguntarem ao professor de ciências a seguinte pergunta altamente imbecil: ‘Você estava lá?’ Como se a pesquisa e investigação científicas empreendidas pelo homem não tivessem a menor chance de competir com a “verdade revelada”.

As atitudes dessas pessoas aumentam ainda mais a indisposição de minha parte de me associar com eles em qualquer sentido, e apenas reforça minha convicção que eles merecem condenação eterna muito mais do que eu.

Grato,
Adam.

Dr. William Lane Craig responde:

Existem algumas questões diferentes na sua pergunta, Adam, que ficaram embaralhadas e precisam ser separadas para que eu possa respondê-las claramente. Por favor, seja paciente comigo, e preste atenção enquanto tento lidar com suas preocupações que são claramente profundas.

A primeira e principal pergunta é: baseado em que Deus julgará as pessoas? Enquanto lia sua pergunta, Adam, eu pensei, “Ele não compreende a doutrina cristã da salvação!” Você pode ficar surpreso ao saber que a maioria dos criacionistas da Terra Jovem CONCORDARIAM com você que eles merecem a condenação eterna, na mesma proporção, se não mais que você. Como pode ser? Porque no centro da doutrina cristã da salvação está a imerecida Graça de Deus.

Esse ensinamento é obscurecido hoje por um tipo de cristianismo cultural que tem moldado a cultura americana. O cristianismo cultural ensina que se suas boas ações superarem suas más ações, então Deus perdoará suas más ações e lhe recompensará com a vida eterna no céu. (Como Jesus Cristo se encaixa nesse quadro não está claro – talvez como uma ilustração viva de como Deus é). Ao contrário disso, o cristianismo bíblico ensina que ninguém é bom o bastante para ir ao céu. Ser julgado baseado em nossas ações seria a pior coisa possível que poderia nos acontecer, pois nenhum de nós é aceitável perante a lei moral de Deus (perfeição). O filósofo Immanuel Kant disse corretamente que levaria uma infinidade de tempo para o homem alinhar perfeitamente sua vontade com o padrão moral de Deus – e, então, mesmo se de alguma forma conseguisse, ele continuaria culpado pelos resíduos infinitos de pecado que cometeu até ali.

Portanto, nós precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre da terrível condição moral em que nos encontramos. Jesus é a provisão de Deus para nosso pecado. Ele foi chamado de o Cordeiro de Deus, não porque ele era dócil e meigo, mas porque ofereceu Sua vida a Deus como um sacrifício por nós. Ele morreu em nosso lugar, carregando a punição por nossas iniquidades e maldades, e assim satisfez as exigências da lei moral de Deus e liberou o perdão de Deus a nós.

Por isso, a salvação só pode ser obtida como um presente da Graça de Deus; não há nada que possamos fazer para obtê-la. É por isso que a linguagem de “recompensa” é totalmente inapropriada em relação à salvação. Você está absolutamente correto que os criacionistas não “merecem ser recompensados por seu aparente anti-intelectualismo” ou por qualquer outra coisa, nessa questão. Se eles são salvos, é apenas porque eles aceitaram humildemente e em contrição o dom da Graça de Deus, sem mérito ou esforço.

Agora o que acontece com você se você rejeitar a Graça de Deus? Você volta à Sua Justiça. Você realmente acha que você é aceitável? Quando diz, “Eu realmente não consigo ver como Deus me puniria, se eu viver uma vida boa, honesta e compassiva,” o problema é com este “se”. Adam, acorde! Quanta compaixão você sentiu quando escreveu essa última frase de sua carta? Eu me lembro quando não era cristão e ouvi o Evangelho pela primeira vez. Eu vivia uma boa vida, moralmente correta – externamente ao menos, e ainda assim descobri que, segundo a Bíblia, eu era culpado diante de Deus e por isso estava indo direto para o inferno, eu não tinha nenhum problema em acreditar nisso. Quando eu olhei dentro do meu coração, eu vi as trevas lá dentro, como tudo que fiz era manchado pelo egoísmo. Eu soube quão miserável eu realmente era.

Eu suspeito que muitas pessoas hoje não sentem sua necessidade de um Salvador porque elas têm crescido tão moralmente satisfeitas que nem mesmo percebem quão moralmente caídas são. C. S. Lewis uma vez observou que você nunca sabe quão mal está até que tenha verdadeiramente tentado ser bom. Assim que você tentar, séria e constantemente, então perceberá quão rápido você cai. É por isso que o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, em sua profunda análise da condição humana, viu que a vida ética, buscada com seriedade, acaba levando à culpa e desespero e deve ser transcendida pelo nível espiritual no qual a Graça de Deus é descoberta.

Então esqueça os criacionistas da Terra Jovem, Adam! Por que deixá-los ficar entre você e Deus? Por que não receber a Graça transformadora de Deus e então ser melhor do que eles? Você sabe que eu não tenho as visões deles sobre a idade do universo. E nem a maioria dos cristãos evangélicos, apesar da grande presença de seu movimento nas igrejas. Então por que não se tornar um cristão e assim ser um pensador melhor do que eles? (Na verdade, você pode justamente descobrir que Deus fará uma obra transformadora em seu coração, substituindo o que parece ser ódio e ressentimento a essas pessoas por uma compaixão genuína por elas.)

Isso leva à segunda pergunta, que está apegada à primeira: Deus me condenará por minha descrença se eu, após buscar objetivamente por toda a evidência, chegar à conclusão que não cheguei aqui como resultado de um plano divino, mas simplesmente como consequência de processos físicos?

Essa é uma pergunta estranha, já que o que você está perguntando é, em efeito: serei condenado por Deus baseado em um argumento ruim? Pois seu motivo para rejeitar Deus é realmente um argumento ruim. Você parece pensar que a crença na teoria da evolução é incompatível com a crença em Deus. (Apenas ocorreu-me, Adam, que você está na verdade muito mais perto das visões dos criacionistas da Terra jovem do que você pensa! Que ironia!) Mas não há nada sobre a teoria da evolução que implica ateísmo. (Veja o meu artigo “Naturalismo e Design Inteligente,” em Intelligent Design, Ed. R. Stewart [Minneapolis: Fortress Press, 2007], pp. 58-71.) Suponha que o plano divino seja que você tenha chegado aqui através do processo evolucionário? Então como a evidência científica para a evolução da vida faria algo para provar que isso não foi o resultado do plano de Deus? Sua dificuldade não é que você tem boas objeções contra o teísmo, Adam, mas que você não está pensando tão profundamente sobre essas questões.

Ainda assim a pergunta permanece, suponha que eu falhe em acreditar em Deus, porque fui enganado por um argumento ruim. Deus me condenará? A pergunta que você na verdade está colocando aqui é se existe algo como uma descrença inculpável.

Eu vejo que, em última análise, não existe essa coisa de descrença inculpável. Pois, primeiro, existem boas evidências para o teísmo que são de fácil acesso a todos, como as que eu compartilho em “A Veracidade da Fé Cristã” [Editora Vida Nova], e não há nenhum bom argumento à altura para o ateísmo. Eu convido você a ouvir a algum de meus debates com ateus influentes e apenas se pergunte objetivamente: para que lado a evidência aponta? Segundo e mais importante, Deus não nos abandonou para descobrir com a nossa própria genialidade e inteligência se Ele existe ou não. Antes, Seu Espírito Santo fala ao coração de todo homem, convencendo-o do pecado e levando-o até Deus. Se nossos corações estão dispostos a buscar a Deus, então nós O encontraremos. Isso pode levar tempo. É por isso que eu disse que em última análise a descrença é culpável. Quando uma pessoa chega à hora da morte, ela terá tido oportunidades suficientes para responder ao Espírito de Deus e ser salva. O fato de Deus lhe ter trazido até este site para ter sua pergunta respondida e, espero, esclarecida, é um passo nesse processo. A pergunta agora é, onde está seu coração? Você quer conhecer a Deus se Ele existir? Que passos concretos você está tomando para buscá-Lo?

Fonte(traduzida): Apologia

Nota: "Criacionistas da terra jovem" são os criacionistas, pricipalmente adventistas, que afirmam que cientificamente a terra não tem mais do que 15.000 anos.


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