terça-feira, 6 de julho de 2010

Falso profeta fazia revelações baseado no orkut dos crentes


Por Leonardo Gonçalves

O reteté é uma abominação ao Senhor. Fruto do casamento do evangelicalismo com a macumba brasileira, o fenômeno religioso que inclui rodopios, gritos histéricos e passos semelhantes aqueles praticados nos terreiros de umbanda. O fenômeno é exclusivamente brasileiro, não ocorrendo em lugares que não estão sob influência do pentecostalismo tupiniquim. Que o diga o amigo Renato Vargens, que após conhecer a Assembléia de Deus aqui do Peru, voltou para o Brasil e escreveu o artigo "Uma Assembléia de Deus sem reteté".

Quero dizer aos irmãos pentecostais sérios que não se preocupem; esta crítica não está destinada a vocês. Sei que há pentecostais inteligentes, idôneos e coerentes, que conciliam de modo maravilhoso a crença na atualidade dos dons espirituais com o ensino Paulino de ordem no culto, apresentando a Deus um culto racional. Estes, embora crendo no poder "dinâmico" do Espírito Santo, não desprezam as escrituras, as quais nos fazem sábios para a salvação. Definitivamente, minha crítica não está voltada a estes.

Mas, se isto é assim, para quem então é esta exortação? Minha crítica é para os meninos flutuantes, para os irracionais, para os palhaços do evangelho que fazem da igreja um grande circo e do púlpito um picadeiro. Sim, minha crítica é para aqueles pastores que se assemelham aos apresentadores de espetáculos, e contratam estes artistas, mágicos e ilusionistas da fé para enganar o povo que, diga-se de passagem, está doente e sem discernimento.

O que o leitor vai ver à seguir é uma prova inconteste do "grau de maturidade" de alguns pastores que estão fazendo a vida lá no exterior. Digo isso porque quem coloca um charlatão destes no púlpito da igreja tem ainda menos juízo que o tal profeteiro do Orkut, que cruza o atlântico para executar suas peripécias, levando os ouvintes ao delírio promovendo histeria coletiva e catarse.


Reparem também no fenômeno das línguas estranhas proferidas pelo pregador. Em mais de uma década de crente, frequentei muitas reuniões ditas "de fogo", e inúmeras vezes ouvi esta mesma verbalização desconexa proferida pelo pregador. Faltaria criatividade ao Espírito de Deus para inspirar línguas diferentes e desconhecidas nos lábios dos crentes? Ora, ou é isso, ou muitos andam copiando o que ouviram por aí.

Louvo a Deus pelos pentecostais, pois com eles e entre eles aprendi a crer e defender minha crença na atualidade dos dons espirituais. No entanto, lamento e choro por dentro cada vez que vejo essas coisas acontecendo bem debaixo dos seus narizes.

Infelizmente, parece que a igreja pentecostal brasileira (e suas filiais no estrangeiro) em seu desejo por possuir o tal poder, esqueceu completamente do importante dom de discernir espíritos.



***
Leonardo Gonçalves crê na atualidade dos dons espirituais, mas nao "fecha" com a macumba evangélica nem com os profeteiros do Orkut.

O som gospel cai na mídia secular. E daí?

Recentemente no “Domingão do Faustão” teve algo diferente. Em lugar de músicos populares, apareceram as cantoras Gospel Aline Barros e Fernanda Brum. As duas contaram sobre sua amizade e carreira, cantaram músicas dos respectivos repertórios, encerrando a visita cantando juntas uma música. Muitas publicações e sites evangélicos com certeza considerarão esse fato um avanço à causa evangélica. Como protestante, sou forçado a discordar de toda a mídia evangélica, católica e protestante juntas; e não tenho a intenção de criticar ninguém, mas realmente sinto que uma causa evangélica de mídia foi exaltada; mas não o evangelho em si. Já tive o prazer de ouvir pessoalmente Aline Barros e gosto de algumas de suas músicas; Fernanda Brum, escutei algumas vezes na rádio também. Meu questionamento não é de forma alguma pessoal, antes é um questionamento sobre a efetividade da arte cristã, que segue padrões demarketing, popularidade e disseminação em massa; mas perde o elevado padrão de espiritualidade profunda, reflexão renovadora dos ouvintes e transformação das vidas pelo evangelho.

Evangélico hoje bebe cerveja, dança funk, pula carnaval, vai a baladas noturnas (tudo com letramento “evangélico”, é claro!); o nome de Jesus Cristo é repetido à exaustão, mas jamais é exaltado.

As duas cantaram músicas extremamente ritmadas que agitaram a plateia (especialmente a última música, que cantaram juntas) de um jeito extremamente alvoroçador, exagerado, acima de muitas músicas populares feitas para a diversão. Isso me faz lembrar de uma mãe em Laguna, SC, que me contou que não entendia como Deus poderia estar nas músicas gospel da filha.

Normalmente, diz-se que existe uma mistura natural entre música religiosa (especialmente americana) e popular. O que muitos esquecem é que nos séculos 19 e 20 a música religiosa era fonte de inspiração para temas populares, logo você pode notar que muitas músicas populares tinham letras, melodias e ritmos literalmente embelezados por sua influência advinda da música religiosa. Assim você ouve e sente uma sensibilidade diferente em cantores populares como Nat King Cole, Sarah Lois Vaughan, para citar alguns. Isso chegou até a influenciar a música do cinema em sua famosa Era de Ouro.

Mas o processo que vem ocorrendo especialmente desde os anos 1980 é inversamente outro, e nessa inversão existem tremenda crueldade e destruição artística. Cantores gospel muitas vezes imitam os ritmos populares, trazendo para a igreja evangélica ritmo, barulheira e sentimentalismo doentio; assim o evangelho deixa de ser um chamado ao culto racional, um sacrifício vivo em que a alma se cala ante El Shadday, o Todo-Poderoso (nas palavras de Romanos 12:1), ouve-Lhe a voz e pergunta submissa: “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:6).

Até mesmo cantores populares que pisaram nos dois terrenos, como Elvis e Bob Dylan, trataram a música religiosa de maneira mais respeitosa do que alguns cantores gospel estão fazendo hoje.

O que os cristãos católicos, protestantes e evangélicos precisam fazer é reencontrar suas origens. No caso católico, podemos citar a música coral de Haendel, especialmente o oratório O Messias. Haendel era truculento e nervoso e dedicou muito de sua arte à música operística, com seus exageros e enredos sentimentalistas; mas teve a vida literalmente mudada depois de compor O Messias.

Os protestantes precisam se lembrar de Lutero, que usou a grandiosidade do canto coral com orquestra para reafirmar os grandes temas da fé renovada a partir da Reforma. Precisam lembrar e valorizar tremendamente Johann Sebastian Bach, cuja monumental obra sacra assombra até hoje os maestros e cantores eruditos de todo o mundo.

Os evangélicos precisam se lembrar da beleza e simplicidade das músicas que eram cantadas na igreja crescente nos Estados Unidos; músicas provindas de compositores que tinham experiência profunda de espiritualidade, como a escritora cega Fanny Jane Crosby, Ira David Sankey, os contemporâneos George Beverly Shea e o casal William e Gloria Gaither.

Qualquer inovação artística só terá efeito salvífico se trouxer ao cantor e seu público um sentimento de reverência, entrega e santificação diante do Sagrado e pelo poder do Sagrado. A música evangélica pode muito bem voltar às suas raízes legítimas e produzir frutos de salvação em favor de um mundo que está perdido em meio à barulheira e à gritaria de sons que não são sons, de músicas que não são músicas; proclamando em alto e bom som a mensagem de salvação, que traz consigo um coração novo, de carne e não de pedra.

(Sílvio Motta Costa é professor em Campinas, SP)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Fifa e a tatuagem nazista imoral de Simão Sabrosa

SS de Simão Sabrosa ou de Schutzstaffel de Hitler? Com a palavra a Fifa que não permite manifestação da fé religiosa dos jogadores, mas permite que um símbolo execrável seja beijado por Simão Sabrosa na comemoração do seu gol contra a Coreia do Norte, mostrada na TV para bilhões de pessoas em flagrante desrespeito à memória de seis milhões de judeus que pereceram no Holocausto da 2ª Guerra Mundial. Ah, ia me esquecendo: os judeus foram expulsos de Portugal uns séculos atrás só porque eram judeus...

Não tenho procuração de jogadores religiosos para defendê-los dos supostos ataques do ateu Juca Kfouri, que disse em seu blog não ter criticado Kaká pela sua fé religiosa, mas “sim o merchandising religioso que ele e outros jogadores da Seleção costumam fazer, tentando nos enfiar suas crenças goela abaixo. Um tal exagero que a Fifa tratou de proibir, depois do que houve na comemoração da Copa das Confederações”.

E agora, ateu Juca Kfouri, o gesto de comemoração do Simão Sabrosa beijando um símbolo nazista, a Fifa vai proibir? E você vai falar o quê? Vai escrever a favor ou contra? Vai apoiar todo o simbolismo nazista de Sabrosa? Eu ainda não vi nada no seu blog a respeito. A Fifa vai enfiar goela abaixo ao mundo um símbolo nazista?


sábado, 19 de junho de 2010

Entre Igrejas e a Igreja



Por Leonardo Gonçalves

Tenho que admitir. Eu sei que é triste, duro, mas é verdade: as IGREJAS mentem. Não somente isso, mas também abusam espiritualmente. Elas (fatalmente) cometem muitos equivocos.

Há tempos que as IGREJAS cederam espaço ao legalismo, fanatismo, misticismo, relativismo, henoteísmo e quase todos os “ismos” que você possa imaginar. Porém, Jesus não disse que edificariaIGREJAS; ele disse que iria edificar a sua IGREJA, e que contra essa as portas do hades não prevaleceriam. É preciso urgentemente fazer a distinção entre IGREJAS e IGREJA.

As IGREJAS estão envolvidas com toda prática perniciosa e neo-pagã, porém a IGREJA verdadeira não se corrompe. Ela é invisível e composta por todos os crentes renascidos. Parte dela está na Terra, militando contra seitas, heresias, modismos, desmanchando argumentos falaciosos e incabíveis, ou simplesmente congregando e lutando para permanecer pura, sem mancha. A outra parte dela está no céu, desfrutando da paz não merecida, mas tão almejada. Quanto às IGREJAS, seus membros são telepastores e televangelistas que assim como Balaão estão inclinados ao materialismo e ao pragmatismo. São os padres pedófilos, os bispos que sonegam impostos, os apostolos ignorantes que se re-batizam em Israel. São também neo-fariseus que se creem mais espirituais que os demais, como se a benção de Deus tivesse alguma relação com meritos humanos. Alguns vivem um ascetismo hipócrita, outros, porém, vão ao outro extremo e desprezam os valores éticos expressos na Palavra de Deus. Muitos deles se infiltram em nossos templos, entre os servidores, e nos dão veneno de comer. Os membros das IGREJAS são falsos professos, caricaturas do cristianismo autêntico, estrelas apagadas, folhas secas levadas pelo vento, estando envolvidos em escandalos, politica e muita malandragem. Porém, a IGREJA não se corrompeu, não se corrompe e jamais se prostrará ao Deus desse século. A IGREJA é esposa, e aguarda ansiosa o regresso do esposo. Ela não tem pacto com os adoradores extravagantes, raramente comete exageros, é comedida, moderada, ainda que imperfeita e humana.

O apóstolo Paulo passou grande parte da sua vida refutando heresias cometidas nas IGREJAS, sem jamais censurar a IGREJA do nosso Senhor. Ele entendia que a IGREJA nao é obra acabada, portanto, é imperfeita, e compreendia e vivia a tensao paradoxal, porém NECESSÁRIA entre IGREJASe IGREJA.


As IGREJAS estão apaixonadas por Jesus;
A IGREJA ama a Cristo mais que a si mesma.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O testemunho do "filho do Hamas"


O testemunho impressionante de Musab Hassan Youssef, filho do xeque Hassan Youssef, um dos fundadores do Hamas. Musab hoje é cristão e diz que o amor incondicional de Jesus Cristo é a solução para o conflito árabe-israelense.
Assista também as partes 2 e 3.

Veja também "Veja tenta igualar cristianismo e terrorismo islâmico", entrevista feita também com Musab Hassan Youssef.

O poder das mensagens subliminares

Quando preparava uma palestra sobre consumismopara o 7º Simpósio Universitário do Unasp (outubro de 2009), li, entre outros, o interessante e instrutivo livro A Lógica do Consumo, de Martin Lindstrom (Editora Nova Fronteira). Lindstrom é diretor-executivo e presidente da Lindstrom Company. Como um dos mais respeitados gurus do marketingmundial, presta consultoria a executivos de alta patente de empresas como a McDonald’s Corporation, Nestlé, Nokia, Microsoft e GlaxoSmithKline. Lindstrom já escreveu para inúmeras publicações, incluindo USA Today, Fortunee Washington Post. Seu livro anterior, BrandSense, foi considerado pelo Wall Street Journal um dos dez melhores livros de marketing já publicados. Seus livros sobre branding foram traduzidos para dezenove línguas, e ele fala para um público global que beira um milhão de espectadores.

Em A Lógica do Consumo, Lindstrom não se vale apenas de seu extenso e respeitável currículo para tratar do assunto. Ele apela também para a neurociência: a mais recente tecnologia de varredura do cérebro foi usada em cerca de dois mil voluntários de todo o mundo para desvendar suas reações aos mais diversos estímulos visuais. E as descobertas foram surpreendentes. Por exemplo: a insinuação do sexo nas propagandas não ajuda a promover uma marca, simplesmente porque o sexo só promove a si mesmo; muitas vezes, a publicidade de uma marca assume características típicas dos rituais religiosos, estabelecendo rotinas e garantindo a fidelidade de seu consumidor; apesar de toda polêmica, a propaganda subliminar está em toda parte. E este tópico, em especial, chamou minha atenção.

No capítulo “Não consigo mais ver com clareza – mensagens subliminares, vivas e fortes”, Lindstrom desmitifica histórias como a da experiência de James Vicary, de 1957, segundo o qual, com a inserção, no meio de um filme, de fotogramas com as palavras “Beba Coca-Cola”, teria sido possível levar o público a consumir mais do refrigerante. Anos depois, o próprio Vicary, que cunhou a expressão “propaganda subliminar”, admitiu à revistaAdvertising Age que a experiência de 1957 havia sido um truque – ele tinha inventado tudo. Isso significa que não existem mensagens subliminares? Não, significa apenas que não devemos sair por aí procurando chifre em cabeça de cavalo. E é exatamente isto o que Lindstrom faz: dá nome aos bois, estes, sim, portadores de chifres.

O consultor menciona, por exemplo, o clássico anúncio nas páginas amarelas de uma empresa inglesa de pavimentação chamada D.J. Flooring, cujo slogan é “Laid by the Best” (um trocadilho com a palavra laid que, na língua inglesa, tem o duplo significado de assentar a pavimentação e levar alguém para a cama). Na posição vertical, o anúncio mostra a imagem de uma mulher segurando uma taça de champanhe, mas, se a imagem for colocada de ponta-cabeça, surge uma mulher tocando as partes íntimas.

Segundo Lindstrom, nem todas as mensagens subliminares são tão sutis. “Hoje, algumas lojas tocam gravações de jazz ou música latina (disponíveis em mais de um site na internet) com mensagens ocultas – imperceptíveis para nossa mente consciente – visando a incitar os compradores a gastar mais ou desestimular furtos nas lojas. Dentre as mensagens estão: ‘Não se preocupe com o dinheiro’, ‘Imagine que você tem um assim’ e ‘Não roube, você será pego’. Segundo um fornecedor, o faturamento total das lojas que tocam essas gravações subiu 15%, ao passo que os furtos diminuíram 58%” (p. 70).

Lindstrom afirma que a publicidade subliminar (que na definição dele são mensagens subconscientes transmitidas pelos publicitários em uma tentativa de nos atrair para um produto) é muito mais predominante do que as pessoas imaginam.

Antes de se debruçar sobre os dados da pesquisa de rastreamento cerebral, o autor cita ainda a publicidade subliminar usada em campanhas políticas, como o famoso caso do anúncio produzido em 2000 pela Comissão Republicana Nacional, no qual George W. Bush critica o plano de medicamentos de Al Gore para os idosos. O slogan: “The Gore prescription plan: bureaucrats decide” [“O plano de medicamentos de Gore: os burocratas decidem”]. Depois, no fim do anúncio, a palavra rats (“ratos”, parte da palavra inglesa bureaucrats) aparece rapidamente em letras grandes por uma fração de segundo, enquanto uma voz em off reitera a frase: “Bureaucrats decide.” O criador do anúncio, Alex Castellanos, confessou depois que a palavra rats era um “alerta projetado para fazer você olhar para a palavra bureaucrats”.

“Claramente, a publicidade subliminar permeia muitos aspectos da nossa cultura e nos acomete diariamente. Mas será que exerce realmente alguma influência sobre nosso comportamento ou, como a maioria dos casos demerchandising, é basicamente ignorada por nosso cérebro?”, pergunta Lindstrom. Vamos aos fatos.

Em 1999, pesquisadores da Universidade Harvard testaram o poder das sugestões subliminares em 47 pessoas. Lidstrom descreve o experimento que consistiu no uso de um jogo de computador que exibia palavras de cunho positivo e negativo. Resultado: o comportamento dessas pessoas foi afetado.

“Recentemente, dois pesquisadores demonstraram que uma breve exposição a imagens de rostos sorridentes ou zangados durante 16 milissegundos – tempo insuficiente para que os voluntários registrassem conscientemente a imagem ou identificassem a emoção – afetou a quantidade de dinheiro que os participantes do estudo estavam dispostos a pagar por uma bebida. [...] Os pesquisadores chamaram esse efeito de ‘emoção inconsciente’, o que significa que uma pequena mudança emocional havia acontecido sem que os participantes tivessem conhecimento do estímulo que a havia causado ou de qualquer mudança em seu estado emocional. Em outras palavras, rostos sorridentes podem nos fazer subconscientemente comprar mais coisas, o que sugere que os gerentes de lojas que instruem os funcionários a sorrir estão no caminho certo” (p. 72).

Em 2005, um estudante de pós-doutorado da Universidade da Pensilvânia chamado Sean Polyn usou um IRMF [aparelho de Imagem de Ressonância Magnética Funcional] para estudar como o cérebro procura lembranças específicas. Polyn e sua equipe descobriram evidências de que as pessoas são capazes de recuperar mentalmente imagens e categorias antes mesmo de lembrar do nome da imagem, o que sugere que o cérebro humano é capaz de recuperar imagens antes que elas fiquem registradas na consciência.

Mas essa capacidade de resgate de informações abaixo do nível de consciência é capaz de moldar o comportamento? Foi exatamente isso que Lindstrom se propôs descobrir, com a ajuda da Dra. Gemma Calvert, catedrática de Neuroimagem Aplicada da Universidade de Warwick, Inglaterra, e fundadora da Neurosense, em Oxford. Usando também um moderno IRMF, Lindstrom estudou um grupo de 20 fumantes do Reino Unido. Os detalhes da pesquisa estão no livro, mas o resultado é conclusivo: sim, as mensagens da propaganda subliminar são ainda mais eficazes que as da propaganda explícita. Isso porque as imagens subliminares geram mais atividade no córtex visual primário – como era de se esperar, por causa da tarefa visual mais complexa de processamento daquelas imagens. “Ao comparar as reações cerebrais aos dois tipos diferentes de imagens, a Dra. Calvert descobriu mais atividade nos centros de recompensa e desejo quando os participantes viam imagens subliminares do que quando viam imagens explícitas” (p. 78).

O guru do marketing conclui, respondendo à pergunta: “A publicidade subliminar funciona?” “Sim, assustadoramente bem.” Por quê? Porque os consumidores submetidos a ela não reagem conscientemente e, portanto, “abaixam a guarda”. Fica, então, o alerta de Lindstrom: “Muitas empresas, como a Abercrombie & Fitch e a Ralph Lauren, e [...] a Philip Morris, já começaram a usar publicidade sem logomarcas, e com ótimos resultados. No futuro, muitas marcas vão fazer o mesmo. Portanto, lembre-se: as mensagens subliminares estão por aí. Não caia – nem deixe que sua carteira caia – nas garras delas” (p. 81).

Depois de ler o livro, consultei o amigo Cristiano James Kleinert, designer graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que estudou semiótica da imagem, psicodinâmica das cores, gestalt, psicologia da comunicação, história da arte, ergonomia cognitiva e várias outras disciplinas na área neurossensorial. No fim do curso, ele estudou também Novas Tecnologias, em nível de mestrado, ficando às voltas com autores como Pierre Levy, Negroponte e outros. Ele cita um exemplo interessante:

“Atuei por cinco anos em desenvolvimento de embalagens e displays, com clientes como Elma Chips, Natura, Perdigão, Dell, Siemens, Tramontina, etc., e tais mídias são o último apelo de venda ao consumidor (e entre algumas empresas, o único). Um exemplo clássico de apetit appeal: praticamente todas as embalagens de alimentos têm a foto do produto (pronto, saindo até fumacinha) no mesmo ângulo em que o consumidor vê tal produto sobre a mesa, no momento da refeição. Quando o consumidor passa pela gôndola, tal estímulo visual vai acionar sua memória (mesmo alimento, ângulo, etc.), mecanismo de recompensa, centro do prazer, etc., ou seja, não é algo consciente, portanto, é subliminar. Minha profissão vive disso.”

Outra fonte consultada foi Hélio Pothin, doutor em Fisiologia e professor na UFSM. Ele ajuda a ponderar o assunto de uma perspectiva espiritual: “Somos influenciados por muitas informações sensoriais a todo momento. A maioria dessas informações não é processada conscientemente, ou seja, não fica à disposição dos pensamentos com os quais formulamos nossas ideias e comportamentos habituais. Porém, isso não significa que não foram processadas em algum local do sistema nervoso e que, possivelmente, possam ser utilizadas em algum momento ou de alguma forma que ainda não entendemos. Consciência é um conceito muito discutível e não é fácil de ser entendido ou mesmo explicado. Essas informações são classificadas em diversos níveis: subentendidas, subjetivas, subliminares, escondidas, minimizadas, obscuras, etc. Não tenho dúvidas de que sofremos influências por meio desse tipo de informações, pois Satanás influencia os seres humanos de maneira palpável, porém, não explicável. O Espírito Santo influencia as pessoas de forma não conhecida ou não explicável, mas através da consciência, ou seja, de locais reais ou virtuais do sistema nervoso. Portanto, mensagens subliminares – ou qualquer outro nome que se queira usar – são relatadas, vistas e ouvidas em vários estudos e experiências. Acreditar ou não depende da compreensão de cada um.”

A expressão “acautelai-vos” aparece 13 vezes no Novo Testamento (na versão Almeida Revista e Atualizada). Mas como podemos ter cautela com respeito a mensagens subliminares? Para mim, Romanos 12:2 é uma boa resposta: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” A mente constantemente transformada pela comunhão com Deus e Sua Palavra edifica “firewalls” espirituais capazes de nos proteger das más influências – sejam explícitas ou não.

sábado, 5 de junho de 2010

O testemunho de 2 iranianas

Maryam, 27, e Marzieh, 30, foram presas pela primeira vez no dia 5 de março de 2009, por abandonarem o islamismo. As autoridades iranianas as mantiveram na solitária da prisão de Evin, desprovidas de tratamento médico, vendadas e passando por longos períodos de interrogatório. Recentemente, foram transferidas para uma cela lotada. No momento da audiência, o promotor público, Haddad, perguntou para Maryam e Marzieh sobre a religião delas e disseram para elas desistirem de sua crença em Cristo. Quando ele questionou se eram cristãs, elas responderam: “Nós amamos Jesus.” Então, ele repetiu a pergunta, e elas disseram: “Sim, nós somos cristãs.”

Quando o promotor afirmou: “Vocês eram muçulmanas e se tornaram cristãs”, elas responderam: “Nós nascemos em famílias muçulmanas, mas não somos muçulmanas.”

Durante o interrogatório, quando elas fizeram referência a como Deus as confrontou pelo Espírito Santo, o promotor disse: “É impossível Deus falar com os seres humanos.”

Então, Marzieh perguntou: “Você está questionando o poder soberano de Deus?”

Ele respondeu: “Você não é digna de que Deus fale com você.”

Marzieh disse: “Não é você, e sim Deus, que deve dizer se sou digna ou não.”

Antes que a audiência acabasse, o promotor disse para que elas pensassem na opção de retornar ao islamismo, mas Maryam e Marzieh responderam: “Nós já nos decidimos.”

Depois disso, elas foram enviadas de volta para a prisão até decidirem desistir de sua religião. Apesar de a acusação pedir a mesma sentença dada em casos de apostasia, o juiz não pronunciou nenhum veredito.

Cinco meses de abuso e maus tratos causaram danos à saúde de nossas irmãs. Elas perderam peso e não receberam atendimento médico. Marzieh sofreu de dores na coluna, infecção dentária e fortes dores de cabeça.

"Não negaremos nossa fé. Se vamos sair da prisão, queremos fazê-lo com honra", elas disseram ao juiz.

Em 18 de novembro de 2009, Maryam e Marzieh foram libertadas da prisão. No entanto, a provação ainda não tinha terminado para as duas. Apesar de soltas, as acusações que sofriam ainda não haviam sido descartadas e, em abril, Maryam e Marzieh foram convocadas para outra audiência.

Após um mês de espera ansiosa por um veredito, finalmente a notícia de que em 23 de maio de 2010 todas as acusações contra Maryam e Marzieh foram retiradas.

Mesmo assim, elas fugiram para um país desconhecido, onde teriam a liberdade de praticar sua fé, depois de terem sido avisadas pelas autoridades judiciárias muçulmanas do Irã de que qualquer futura atividade cristã no Irã seria severamente punida.

"Somos muito gratas a todos que oraram por nós. Eu não tenho nenhuma dúvida de que Deus ouviu as orações de Seu povo. Eu acredito que nossa prisão e subsequente liberdade estavam no tempo e plano de Deus, e que tudo foi para a Sua glória. Mas as orações do povo encorajaram e nos sustentaram nesse momento tão difícil."

E pensar que tem crente desistindo da fé e do chamado porque ninguém lhe deu "bom dia"...

sábado, 22 de maio de 2010

Sexo, Por que não?

William de Moraes
Como quase toda jovem cristã, ela era muito romântica e sonhava conhecer a pessoa ideal com quem se casar. Encontrou o “príncipe” e o namoro começou. Só que, com o tempo e a intimidade, os limites que haviam estabelecido começaram a ser desafiados. “A cada dia a gente falava mais sobre amor, e até sobre casamento. Era tão bom ficar com ele!”, relata a moça que prefere não ter o nome divulgado. “Mas percebemos que alguma coisa errada acontecia entre nós quando o sexo dominava nosso relacionamento. Quanto mais nos envolvíamos,mais íntimos nos tornávamos; e, mesmo assim, brigávamos muito. De qualquer maneira, estava segura de que ele era a pessoa certa para mim.”
O problema é que a “pessoa certa” acabou se transformando com o tempo. “Pouco a pouco, perdemos o respeito um pelo outro... Logo, tudo se inverteu. O amor começou a se desgastar. Havíamos compartilhado tudo e, como éramos muito jovens para nos casar, nosso relacionamento perdeu a graça. Haviam me prevenido sobre isso. Falaram-me repetidas vezes sobre a mágoa de se dar algo que nunca mais poderá ser recuperado. Agora entendo. Fui tola o bastante para descobrir por mim mesma.”

A garota da história acima tinha apenas 15 anos quando terminou o namoro e ficou com as mágoas. Ela ficou com medo de se apaixonar de novo e confiar novamente em alguém. Tremia só de pensar em falar de seu passado com um novo namorado. Tinha medo de não poder ter uma vida verdadeiramente íntima com ele, caso não contasse. “É terrível sentir-se privada do mistério do futuro, de sua dignidade, valor e respeito próprio. Eu amava o Guto*. A ferida vai demorar muito tempo para sarar”, é o desabafo de uma alma muito jovem para suportar tanto peso.

Vivemos em uma sociedade na qual os valores cristãos se deterioram a cada dia. Assuntos como reverência, santidade, temperança, pureza, castidade e modéstia cristã são vistos como temas de pouca importância. Aos poucos, o cristianismo tradicional é substituído por uma religiosidade do tipo “vale-tudo”. Afinal, “Deus é amor, e nos aceita como somos”.

De fato, o Senhor nos aceita como somos. No entanto, precisamos trilhar a estrada da santidade, adaptando nossos desejos à vontade de Deus, mediante Seu poder. Essa adaptação é necessária em todos os aspectos de nossa vida, inclusive na sexualidade.

É interessante – e triste, também – notar como o ser humano, após a queda e em decorrência dela, sempre tende ao extremismo. Durante vários séculos, especialmente na Idade Média, o sexo foi visto como tabu. O “pecado original” havia sido o sexo. O fruto proibido simbolizava o sexo. Quanta bobagem! Infelizmente, até isso contribuiu para que muitas pessoas acabassem interpretando o relato da criação no livro de Gênesis como uma simples alegoria.

ImageQue o “pecado original” não foi o sexo fica evidente na ordem de Deus aos nossos primeiros pais: “Crescei e multiplicai-vos.” Gên. 1:28. E isso foi dito antes da queda. Mas a Idade Média acabou. O “século das luzes” prenunciava uma nova era de liberdades
(e libertinagens) para a humanidade. “Sexo livre”, “revolução sexual”, “parceiros sexuais”, “sexo seguro" são expressões que passaram a fazer parte do nosso vocabulário de tal maneira que nem as estranhamos mais. É o outro lado da moeda.

Somos bombardeados diariamente, sem tréguas, com todo tipo de apelo sexual. As músicas, as propagandas, as revistas, as novelas – a mídia em geral nos faz inverter certos valores, colocando o sexo sem compromisso como algo normal. Vamos, então, à grande questão: “Por que não posso fazer sexo antes do casamento, já que é tão bom?” Aí é que está: é bom “dentro do casamento”. O sexo foi criado pelo próprio Deus para ficar sob as estruturas de um lar. Biologicamente, o sexo (a união carnal) tem como finalidade a procriação, mas o próprio Deus tornou essa “função” prazerosa. Da mesma forma que é importante se alimentar para continuar vivendo, mas para fazer isso com prazer temos o paladar – outro presente do Criador. No entanto, alimentar-se baseado apenas no prazer, sem obedecer a horários, pode ser uma cilada para a saúde. De igual forma, ter sexo fora do casamento pode ser um desastre. A ordem exata das coisas está em Gênesis 2:24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”Relembrando: 1) deixar pai e mãe; 2) unir-se à mulher; 3) os dois se tornam uma só carne.

Estamos constantemente procurando razões para nos sentirmos “aprovados” como cristãos. No que diz respeito ao sexo, é
importante entender que Deus taxativamente não aprova o sexo fora do casamento. Isso está bem claro em Hebreus 13:4: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leitosem mácula.” Você pode até achar que deve agir de maneira mais liberal, porque os tempos são outros, o mundo mudou. Bem, lembre-se: Deus não mudou.

William de Moraes
A gravidez indesejada e DSTs são apenas alguns dos resultados negativos da experiência sexual fora do casamento. Há também, em alguma escala, o risco de promiscuidade. A palavra é forte, mas é isso mesmo. Vamos supor que você e a pessoa com quem você namora cedem e transam. Mas, infelizmente, o namoro não dá certo e vocês resolvem terminar. Logo, você começa a namorar outra pessoa. E aí, vai ter sexo ou não? Ah, vai. Você sente que a ama mais do que amava a outra pessoa, e não vai negar para essa o que não negou para a outra.

Leonardo, solteiro, 26 anos, guarda consigo um alerta de seu pai sobre sexo: “Não comece. Porque, se começar, não dá mais para parar.” Isso o ajudou num momento complicado. Ele vivia durante a semana em outra cidade, para estudar, indo para a casa dos pais apenas nos fins de semana. Um dia, uma amiga de faculdade foi ao seu apartamento e propôs que eles transassem. O que você faria no lugar dele? Ela era bonita, legal e cristã, como ele. Que armadilha! Mas o Leonardo escapou. Ele conta que, “numa boa”, disse que eles não iam ganhar nada com aquilo. Pelo contrário, mais tarde, ficariam tristes e arrependidos.

Mas... por que a gente pode se arrepender depois? Porque a virgindade não é uma questão apenas física, mas também emocional. Surge a culpa. Qualquer pessoa que tenha alguma comunhão com Deus, e faz sexo fora dos padrões estabelecidos, Ele sabe que a pessoa errou. Quem consegue ficar de bem com a vida com um peso desses nas costas? É melhor evitar. “A gente tem que decidir antes; e, quando enfrentar uma situação difícil, a gente vai saber dizer não”, é a dica do Marcos, de 22 anos.

O ministro evangélico Ricardo Paixão faz uma conta matemática interessante, a respeito desse assunto: “O sexo é um ato tão íntimo que podemos dizer que parte de você fica com a outra pessoa e a outra pessoa fica com parte de você. Se você já teve relação sexual com alguém, então quando você se casar não poderá dar a seu cônjuge 100% de você porque parte de você já ficou com outro(a).”

Que Deus abençoe suas escolhas. Mas, caso você tenha errado no passado, peça perdão a Ele, levante a cabeça e lembrese de que nunca é tarde para recomeçar. Obedecer à Lei de Deus e viver de acordo com os princípios divinos é a única garantia de felicidade aqui, e na vida eterna.


* Apesar de todas as histórias mencionadas serem verídicas, foram usados nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.


Por que esperar

Para evitar sofrimentos futuros e promover a confiança.
Todo relacionamento humano se baseia na confiança. Com o casamento não é diferente. Para ilustrar, veja só esta parte da entrevista concedida ao pastor George Vandeman pelo doutor Josh McDowell, no programa Está Escrito: Josh contou que namorou uma garota por cerca de três anos e, 20 anos depois, sua esposa acabou conhecendo aquela ex-namorada. As duas se tornaram amigas. Certo dia, ao voltar para casa, Josh recebeu um abraço da esposa. Olhando nos olhos dele, ela disse que estava muito feliz por ter sabido que ele se comportou bem durante aquele período. “Jamais pensei que o meu namoro de 20 anos atrás poderia afetar o meu casamento hoje. Minha esposa confia em mim.”

William de Moraes
Para evitar lares sem estrutura (ou mesmo a ausência de lares).
Como dois adolescentes poderão assumir as responsabilidades de um lar, caso o envolvimento sexual pré-marital acabe em filhos (e freqüentemente acaba)? Esse é um dos maiores motivos de infelicidade conjugal. E que tipos de cidadãos um lar infeliz e desestruturado formará? Deus sabe o momento e o contexto certos para o envolvimento sexual, pois “o matrimônio, na maioria dos casos, é um jugo muito aflitivo. Milhares há que se acham acasalados, porém, não casados (...) da qualidade do lar depende a condição da sociedade”. Ellen G. White, O Lar Adventista, pág. 44. Quando se envolve em sexo fora do casamento, o jovem, além de jogar para o espaço um dos melhores momentos da vida, depara-se também com os problemas do aborto e de “pais solteiros”. E ambos trazem tristes conseqüências. É por isso que Deus diz, em Hebreus 13:4: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula.”

Para não contrair DST.
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são outro fruto amargo colhido por aqueles que se envolvem em sexo fora do casamento. Quando Deus diz “não cometa imoralidade sexual” (I Tess. 4), faz isso porque quer nos proteger das conseqüências dessa prática (aliás, toda negativa divina revela-se, cedo ou tarde, uma bênção para nós). Recentemente, foi realizada uma conferência sobre sexologia nos Estados Unidos. Quando perguntados se confiariam numa fina proteção de borracha (preservativo) para protegê-los se praticassem sexo com uma pessoa sabidamente infectada com o HIV, nenhum dos 800 sexólogos levantou a mão. “No entanto”, diz o psicólogo e escritor James Dobson, “estão dispostos a dizer aos nossos filhos que o ‘sexo seguro’ está ao alcance de todos, e que podem praticar sexo com todo mundo, impunemente” (citado por Clifford Goldstein, em O Dia do Dragão, pág. 78 – Casa). O único sexo psicológica e fisicamente seguro é aquele praticado dentro do casamento. A virgindade ainda é o melhor presente que um casal pode trocar e a melhor garantia de proteção contra as DSTs.


[Revista Conexão JA - Jan. a Mar. 2008, p.8-11]

Áustria usa druidas para reduzir número de acidentes

Inicialmente, a medida foi mantida em sigilo. Por razões óbvias. Mas os bons resultados fizeram com que autoridades da Áustria revelassem a inusitada estratégia para reduzir o número de acidentes em estradas no país. Para atingir esse objetivo, o governo contratou druidas – sacerdotes celtas – para que eles construíssem uma série de monumentos Stonehenge a fim de drenar a energia negativa nos pontos mais problemáticos das rodovias. “No começo estávamos meio céticos, e não queríamos que as pessoas ficassem sabendo. Então mantivemos a medida em sigilo”, disse Harald Dirnbacher, engenheiro-chefe do órgão que cuida das estradas austríacas, ao Croatian Times. Mas, segundo o governo, a melhora foi tão impressionante que as autoridades do país europeu resolveram ampliar o programa com os druidas. Os sacerdotes celtas só temem perder a luta para as torres de telefonia celular, que, de acordo com os místicos, espalhariam radiação negativa de uma forma difícil de combater. Ah tá!


Nota: O paganismo ocultista está cada vez mais em evidência pela mídia e agora recebendo o apoio do Estado. Enquanto isso, n perdem a chance de falar ou mostrar algo de ruim no cristianismo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Veja tenta igualar cristianismo e terrorismo islâmico

A revista Veja entrevistou o filho do xeque palestino que abandonou o Islamismo, denunciou terroristas e contribuiu para o serviço secreto israelense. Ele diz que sua fonte de inspiração foi Jesus Cristo. Vejainforma que, em 1987, o xeque palestino Hassan Yousef foi um dos sete fundadores do Hamas, grupo extremista islâmico que atua na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os radicais da organização já comandaram 350 atentados contra israelenses provocando mais de 500 mortes. Seu filho, Mosab Hassan Yousef, 32 anos, é o autor do livro Filho do Hamas (Sextante), que chegou às livrarias brasileiras na semana passada. Na obra, revela como colaborou para o serviço secreto israelense, o Shin Bet, e explica por que se converteu ao cristianismo. Leia aqui alguns trechos da entrevista:

Seu pai é um imã. Ele pregava o Islamismo nas mesquitas e ajudou a fundar o Hamas. O que o levou a converter-se ao Cristianismo?

Depois de ser preso pelos soldados israelenses por porte de armas, em 1996, fui levado à prisão em Megiddo, Israel. Dentro do prédio, os detentos eram divididos segundo a filiação. Havia a ala do Hamas, que era a maior, a do Fatah, a da Jihad Islâmica e outras. Eu fiquei na do Hamas. Do interior das celas, testemunhei o que os integrantes do grupo faziam com seus próprios colegas. Quando os líderes do Hamas suspeitavam que um dos nossos estivesse dando informações aos israelenses, eles o torturavam. Havia interrogatórios diários. Isso fez com que eu repensasse alguns conceitos. Era um grau de brutalidade que nem mesmo os israelenses tinham conosco. Saí da prisão um pouco desnorteado. Mais tarde, comecei a estudar a Bíblia com amigos. O livro falava em “amar os seus inimigos”, o que fez todo sentido para mim. [...] Sob tortura, as vítimas confessavam as coisas mais absurdas. Como eu digitava rápido, fui chamado para redigir muitos desses depoimentos. Era loucura. Depois, entregavam as confissões para os familiares. Caso o detento fosse solto, seus parentes e amigos passavam a evitá-lo. A vida social dele acabava. [...] Quando pensam que alguém colabora com Israel, torturam e matam. É isso o que está acontecendo na Faixa de Gaza agora. Ao contrário do que diz o Hamas, Israel não é o principal inimigo dos palestinos, e sim os próprios palestinos.

Um dos principais desafios do mundo hoje é conseguir que o Hamas participe das negociações de paz. Existe a possibilidade de o grupo sentar-se com os rivais do Fatah e com o governo de Israel para conversar?

Os líderes do Hamas até podem dizer que buscam uma solução e dizer que abrem mão de Jerusalém como capital. Mas eles não manterão a palavra simplesmente porque o Deus deles não permite isso. É um bloqueio religioso. O Hamas não reconhece Israel. Ponto. O Corão diz que os israelenses são macacos e porcos. Toda vez que algum representante do grupo obtém algum progresso, esbarram no muro da ideologia ou no da religião. [...]

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad declarou que suas centrífugas já são capazes de enriquecer urânio a 20%. Se chegar a 90%, esse material já poderia rechear uma bomba atômica. O que o Irã faria com um artefato nuclear?

O deus do Corão não hesitaria em bombardear qualquer país que não acreditasse nele. Pode usar qualquer arma para lutar contra infiéis. Seus devotos estão prontos para lutar pela religião e alcançar a glória, com a bomba ou o que mais tiverem è mão. [...]

Sem [o] apoio do Irã, o Hamas ficaria enfraquecido? [Claro que essas duas perguntas visam a atingir os esforços diplomáticos do governo Lula, mas deixemos isso pra lá...]

O Irã é um dos grandes patrocinadores dos terroristas, mas não o único. Há muitos doadores no Catar, na Arábia Saudita, na Síria e no Egito. São, em geral, pessoas e empresas que entregam parte de suas economias em mesquitas, com o objetivo claro de fomentar a resistência do Hamas. Bloquear a ajuda iraniana pode ajudar, mas não necessariamente enfraquecerá o Hamas. [...]

Agora que você se converteu ao cristianismo, como enxerga as diferenças entre o Corão e a Bíblia?

Não é justo comparar os dois livros. O Corão está cheio de ódio, de ignorância, de erros. Não tem ética. É um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas. A Bíblia, por outro lado, tem Jesus Cristo, que foi perseguido, torturado, e mesmo assim continuou amando as pessoas e seus opressores. Os dois livros têm deuses completamente diferentes. Um, o do Islã, é o do ódio. O Deus da Bíblia é o do amor. Muitas coisas que fiz durante o meu trabalho com o Shin Bet foram inspiradas pelos ensinamentos de Jesus Cristo. Tenho um amor incondicional por ele. Cristo é o meu herói.

Mas a Bíblia também foi usada para justificar torturas e mortes durante a Inquisição, por exemplo.

Ok... Mas essas coisas foram feitas por pessoas que não entenderam a principal mensagem da Bíblia. Não compreenderam as falas de Jesus Cristo, que é o nosso maior exemplo. O amor incondicional de Jesus não é um capítulo separado do livro, mas sua principal mensagem.

Você não teme promover o ódio entre religiões e se tornar um fundamentalista cristão?

Eu sei quais são as minhas responsabilidades. Não quero promover uma rixa entre religiões. Eu amo os muçulmanos. Falo com eles com carinho. Mas preciso ajudar a consertar a religião deles. Ser forte e dizer a verdade, mesmo que isso possa causar confrontações. No mais, não há o risco de eu incitar uma guerra religiosa porque isso já acontece no Oriente Médio. Não seria algo novo.

Nota do blog Criacionismo: Duda Teixeira, o entrevistador da Veja, bem que tentou, mas não conseguiu fazer esse converso cristão se contradizer. Seguir os fundamentos bíblicos de maneira contextualizada (isto é, seguir os passos de Jesus) significa promover a paz e a tolerância. Como disse meu amigo Marco Dourado, alguém precisa explicar a Duda que o “fundamentalismo cristão” promove os mais elevados princípios da nossa religião e que todas as barbáries cometidas pela cristandade deveram-se justamente à falta de fundamentalismo, que significa “está escrito”.

sábado, 8 de maio de 2010

Não fuja!


" Cheguei a um ponto em minha vida em que, se percebo que a missão que acredito DEUS está me dando é algo que eu posso fazer, então, concluo que ela provavelmente não é de DEUS.

As tarefas que DEUS delegou na Bíblia são sempre do tamanhoDELE e não dos SEUS agentes.

Elas estavam além da capacidade das pessoas porque ELE queria demonstrar SUA natureza, SUA força, SUA provisão, SEUpoder, SUA bondade para com SEU povo e para um mundo que estava assistindo a tudo.

Esta é a única maneira pela qual o mundo chegará a conhecê-LO.

É por meio do agir de DEUS em nós, e através de nós, que o mundo se encherá do conhecimento do PAI.

Por isso, NÃO FUJA das missões “impossíveis” que ELE te delega.

Deixe o mundo conhecê-Lo na sua fé, na sua perseverança, na sua bondade, na sua longanimidade, na sua mansidão, na sua paciência e no seu amor. "

"Em Deus faremos proezas" Sl 60.12


Charles Swindoll

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pregador é preso na Inglaterra por dizer que homossexualismo é pecado

Um pregador britânico foi preso depois de ter dito durante sermão na rua que homossexualismo é um pecado. Dale McAlpine foi acusado de causar "alarme, intimidação e angústia" depois que um policial comunitário ouviu o pastor batista mencionar vários "pecados" citados na Bíblia, inclusive blasfêmia, embriaguez e relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, de acordo com o jornal britânicoThe Daily Telegraph. Dale McAlpine, de 42 anos, prega nas ruas de Wokington, na região de Cumbria, no noroeste da Inglaterra há anos, e disse que não mencionou homossexualismo quando fazia o sermão do alto de uma pequena escada, mas admitiu ter dito a uma pessoa que passava que acreditava que a prática era contrária aos ensinamentos de Deus.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o policial Sam Adams identificou-se como o agente de ligação entre a polícia e a comunidade gay e transsexual e avisou o pregador, que distribuía folhetos e conversava com as pessoas nas ruas, que ele estava violando a lei. Mas ele continuou pregando e foi levado para a prisão, onde permaneceu por sete horas.

O pregador disse que o incidente foi "humilhante", segundo o Daily Telegraph. "Eu me sinto profundamente chocado e humilhado por ter sido preso em minha própria cidade e tratado como um criminoso comum na frente de pessoas que eu conheço."

"Minha liberdade foi tolhida por rumores vindos de alguém que não gostou do que eu disse, e fui acusado usando-se uma lei que não se aplica", afirmou Dale.

O processo contra McAlpine por supostas declarações públicas contra gays ocorre semanas depois que um juiz britânico disse que não há proteção especial na lei para crenças cristãs.

O juiz decidiu favoravelmente a uma organização que demitiu um terapeuta de casais por se recusar a atender casais gays alegando que isso seria contra seus princípios cristãos.

(O Globo)

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: "Eu saí da linha editorial deste blog para dizer algumas coisas. Não sou homófobo, e defendo a liberdade de consciência e expressão. Defendo também o direito civil dos gays e lésbicas, mas acho que a 'mordaça gay' que está sendo imposta no mundo inteiro eleva essas pessoas a um nível de cidadania superior às demais pessoas. Hoje, apesar de ter amigos gays, eu me sinto um cidadão de segunda classe, e até intimidado pelo gayzismo sufocante que quer pôr na ilegalidade os que pensam diferente sobre a questão. Aos que são cristãos, uma nota histórica: vocês já foram considerados ateus, malfeitores e criminosos muito tempo atrás. Hoje, novamente, está se tornando CRIME ser cristão. O Coliseu de Roma é testemunha disso quando vocês foram lançados aos leões. Não vai ser diferente hoje. E com o aval do Estado e da Justiça, como foi no tempo de Nero. Não temam aos que podem somente mandar vocês para a prisão ou matar o corpo! Julguem entre vocês: Importa mais obedecer a Deus ou aos homens?"

Nota: Precisa dizer mais alguma coisa? Se ainda não está sabendo do que se trata essa mordaça gay, a ditadura que o movimento gay quer criar aqui no Brasil, veja o artigo "Ditadura Gay às portas do Brasil". Veja também como eles tem o apoio da mídia aqui.
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